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Cafés pelo Brasil afora

Os cafés do Brasil
A história do café é bastante conhecida nossa, dada a sua importância no desenvolvimento econômico do país. O Brasil do café, entretanto, costuma ser associado a uma espantosa produtividade, ficando a qualidade em um plano mais obscuro.

Nos anos 1990 iniciou-se uma recuperação da qualidade do café nacional, bem como de sua prórpia imagem, mundialmente ofuscada pelo “Café de Colombia”. Minas e São Paulo tem estado na vanguarda desse processo, sendo também os estados mais lembrados como produtores de café. Entretanto, há vários outros estados produtores, inclusive de cafés de alta qualidade. Você sabe onde mais se produz bons cafés fora dos dois estados tradicionais?
Espírito Santo
É o 2º maior produtor do país, apesar de ser também o segundo menor estado brasileiro. Lá predomina a produção em pequenas propriedades familiares. O porto de Vitória facilita o escoamento da commodity. Há plantações de café em todos os muncípios do estado!
Nas regiões montanhosas é cultivado o café arábica (que antes dos anos 1960 era a única variedade encontrada no estado). O conillon (robusta) chegou nos ano 1970, totalizando 73% da produção capixaba atual.
Paraná
O café chegou a esse estado nos anos 1930. Na décade de 60 o Paraná já era o maior produtor mundial. No anos 1970 a produção passou a decair, com um brusco encolhimento a partir de 1975, quando uma grande geada dizimou a produção local. A recuperação veio apenas no anos 90, mas o crescimento foi novamente muito rápido, com forte investimento em produtividade. Hoje esse é o 4º maior produtor dentre os estados brasileiros.
A produção paranaense se concentra no norte pioneiro e no noroeste, com predomínio da agricultura familiar. As geadas já não são um obstáculo intransponível, pois há técnicas capazes de proporcionar recuperação rápida após sua ocorrência. Há fortes cooperativas e se investe muito em pesquisa nos institutos agronômicos.
Bahia
É hoje o 5º maior produtor do Brasil. Três quartos da produção é de café arábica. O cultivo começou nos anos 1970 e hoje se divide entre as regiões do Planalto, do Atlântico e do Cerrado. Na primeira há produção com colheita seletiva, com retirada apenas de grãos maduros. A agricultura familiar predomina. Já na 2ª região, a produção é de robusta, com irrigação no período de seca (início do ano). O terreno plano favorece a mecanização. Na última região, a do cerrado baiano, encontra-se a agricultura empresarial em medida equivalente à familiar. 90% da produção é exportada para a Ásia e para a Europa. Modernas técnicas de irrigação são necessárias.
Rio de Janeiro
Teve papel histórico importante, tendo sido o 1º estado a romper a exclusividade do cultivo no norte do país. No século XIX dominou a cafeicultura nacional. Com a abolição da escravatura, em 1888, a produção fluminense entrou em acentuada decadência.
Hoje o Rio é um grande produtor, mas não está entre os maiores do país, ficando atrás de estados como Rondônia, Mato Grosso e Pará.
Fonte para mais detalhes: “CUP” A revista da BSCA (Ano 1 – edição 1 -2007)

 
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Publicado por em 30 de novembro de 2010 em O café no Brasil

 

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Atelier do Café – conhecendo ao vivo, meu primeiro café


Há 5 anos descobri minha primeira fonte de cafés gourmet. Foi quando descobri também, o prazer de apreciar o gosto da bebida que me dava forças para estudar matérias não muito agradáveis da faculdade. Ela era o Atelier do Café, até então, nada mais que um site de compras de café.
Desde a primeira compra, lidei com um site bem feito, um sistema de entregas totalmente eficiente e um excelente atendimento. Durante muito tempo, o Atelier foi a única chance de conseguir “café de verdade”. Há “tanto tempo” não se encontrava nas prateleiras do varejo de São Paulo nada além das famigeradas almofadas de café robusta moído. Mas com toda a variedade de hoje, o Atelier segue sendo uma das melhores opções para compra de “café de verdade”, e dos bons.
Já era hora de conhecer o Atelier ao vivo! Bastou uma ligação e auto-convite a uma visita para ser atendido com a maior boa vontade pela Tatiana e pelo Davi. Agendamos o dia com dez dias de antecedência e na data, lá fui eu rumo ao centro de Valinhos. Fui muito bem recebido na entrada desse ainda desconhecido mundo. A torrefação dos cafés tenho apreciado ao longo desses 5 anos me recebia de portas abertas.
Sua história me foi revelada: trata-se de uma loja virtual e torrefação, cuja matéria prima se origina na Fazenda Daterra, localizada no Cerrado Mineiro e Mogiana, em São Paulo. As mais de 15 variedades de arábica cultivadas foram semeadas pela família Paschoal, a mesma da rede de pneus automotivos! Em 1984 a família retomou suas origens, voltando a lidar com café, já que no longínquo ano de 1908, Miguel Paschoal, um imigrante italiano, abriu uma banquinha de venda de café em xícaras no Mercado Municipal de Campinas. De sua relação com os clientes derivou a diversificação dos negócios.
Descobri que a torra é feita de forma profissional, com boa dose de artesanato: o forno trabalha em associação a um software que mapeia o perfil da torra, ou seja, que registra a temperatura ao longo do tempo do ciclo. Cada lote torrado possui seu perfil arquivado, sendo rastreável a qualquer momento. Dessa maneira, eventuais reclamações ou sugestões podem ser avaliadas, apenas tendo-se em mãos o número do lote do café em questão (sempre gravado nas embalagens). O toque artesanal fica por conta do Davi, responsável pelas torras. Com seu consistente treinamento, ele retira amostras ao longo do processo, verificando o estado dos grãos, acompanhando sua transformação (perda de água). Assim, sabe exatamente a hora de desligar o forno e resfriar os grãos a ar. Cada variedade possui seu ponto ideal, aquele que condiz com o máximo de aproveitamento de suas características (aroma, sabor, corpo, acidez).
Para realizar o melhor dos trabalhos, Davi conta com as informações de profissionais de degustação que avaliam cada variedade de grãos dos cafés Daterra. A melhor torra, para Davi, entretanto, não condiz exatamente com a usada pelos degustadores, já que o Atelier precisa pensar em seu consumidor, que quase sempre conta com cafeteiras simples ou máquinas amadoras de espresso. Em geral, isso significa uma torra um pouco mais forte que a dos degustadores.
Uma curiosidade chama a atenção: os grãos de café estouram como pipoca! Assim, os grãozinhos verdes, que lembram lentilhas, se transformam nos grandes grãos marrons, com fendas, que conhecemos. O barulho é como de uma pipoqueira, só que um pouco mais oco.
Café torrado, café pronto para ser bebido? Ainda não! A tecnologia ainda dará as caras no processo: uma separadora de grãos fará um minucioso serviço de segregação de grãos inadequados, cuja torra tenha escapado aos padrões determinados por Davi. Por meio da análise de sua cor (também realizada por um software específico), a máquina descarta os grãos indesejados, que produziriam uma bebida adstringente e amarga. Por volta de 20% dos grãos cai fora do ciclo nessa etapa.
<Finalmente, após sentir o melhor dos aromas de café fresco, chega a hora de prová-lo. A essa altura, fico sabendo que esse aroma delicioso começa a ser exalado somente depois do resfriamento dos grãos. Antes, quentes, os grãos pouco têm a oferecer a nosso olfato.
Agora, o espresso! Certo? Nada disso! Hora da degustação, nos moldes das profissionais (sobre isso, haverá um novo mini-post). Muito interessante! Senti como se meu paladar tivesse se multiplicado! Não imaginava que o café pudesse ser tão complexo! Açúcar não é necessário, nem desejável. Pela primeira vez senti docura num café, sem adoçá-lo.

Ao final, pude apreciar um espresso tirado na melhor das várias máquinas que ali estavam (são usadas para testes). Sensacional! Nada se compara a um café recém-torrado e moído. De quebra, provei o mesmo blend, em sachê. Parecia outro! Mais assunto para o futuro!
Recomendo a visita ao Atelier do Café a todos que ficaram com água na boca! Basta ligar para o televendas, presente no site (www.atelierdocafé.com.br) e falar com a Tatiana. Conte com uma recepção agradável e uma visita interessantíssima. A apenas 50 minutos de São Paulo, uma visita de um hora, ou um pouco mais, se for curioso como eu!
Pelo site é possível conhecer todos os blends (10), e, comprá-los na versão (para prensa francesa, filtro, espresso, ou em grãos) e quantidade (1/4 ou ½ quilo) que se adaptar às suas necessidades. Trata-se de um site agradável e muito funcional! Comece com essa visita! De quebra, peça um dos blends e não se arrependa!

 
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Publicado por em 7 de maio de 2010 em Cafés gourmet - marcas e opinião

 

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