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Norte Pioneiro do Paraná

mapa norte pioneiro

Umas das regiões brasileiras produtoras de café de história mais interessante, além de pouco comentada, é o Norte Pioneiro, no Paraná.  O estado foi o maior produtor mundial de café, chegando a 25 milhões de sacas beneficiadas por ano, até o ano da chamada Geada Negra, 1975, que reduziu significativamente o parque cafeeiro paranaense.

Atualmente, a produção chega, em anos normais (sem contratempos climáticos), a 1,5 milhão de sacas, quantidade brutalmente menor que a alcançada no período áureo da produção paranaense. Entretanto, houve incremento importantíssimo na qualidade do produto. E devemos considerar que todas as regiões do Paraná têm potencial para a produção de cafés de alta qualidade.

Sendo o café uma planta de sub-bosque, na sua origem, na Etiópia, onde surgiu, ela guarda no
DNA essa memória genética, o que se traduz  na sensível à temperatura media anual, idealmente entre 19 e 21 °C (média anual), no que diz respeito ao café arábica – coffea arabica. Já coffea canephora (Conilon) tem características diferentes.

Considerando essas variáveis, a melhor região do Paraná para produção de cafés finos e especiais é o Norte Pioneiro, que abrange 45 municípios e tem em torno de 7.000 produtores, predominantemente pequenos produtores familiares.

É essa a única região do Paraná que apresenta temperatura media adequada e sem ocorrência de geadas
frequentes. Latitude 23° S e altitude, entre 500 e 900 m coincidem, de maneira a propiciar as condições climáticas indicadas.

Quanto aos solos:  são férteis, de origem vulcânica, fator decisivo ao se combiner com o clima subtropical.
Os cafés do Norte Pioneiro, de acordo com nosso colaborador, o produtor Adhemar Augusto Martins, têm como principais características, nuances de aroma e sabor frutado, floral cítrico, caramelo e chocolate.  Há um equilíbrio entre corpo cremoso e acidez cítrica brilhante, muito agradável.
Ainda, os cafés dessa região possuem doçura pronunciada, resultado da época da maturação dos grãos, outono/inverno, com temperaturas altas durante os dias.  Isso
permite a intensa formação de açúcares pela planta, contrastando com a queda de temperature da noite – a planta diminui seu metabolismo e, na respiração, não consegue consumir todo o açúcar produzido, que
é carreado para os grãos.

Voltaremos a falar mais sobre o Norte Pioneiro, e de outras regiões produtoras do Brasil. Acompanhe as lindas imagens de fazendas paranaenses e sua produção farta de cafés de alta qualidade, por nosso instagran (endereço insta)

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Publicado por em 21 de julho de 2015 em Curiosidades sobre café, O café no Brasil

 

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Cafés pelo Brasil afora

Os cafés do Brasil
A história do café é bastante conhecida nossa, dada a sua importância no desenvolvimento econômico do país. O Brasil do café, entretanto, costuma ser associado a uma espantosa produtividade, ficando a qualidade em um plano mais obscuro.

Nos anos 1990 iniciou-se uma recuperação da qualidade do café nacional, bem como de sua prórpia imagem, mundialmente ofuscada pelo “Café de Colombia”. Minas e São Paulo tem estado na vanguarda desse processo, sendo também os estados mais lembrados como produtores de café. Entretanto, há vários outros estados produtores, inclusive de cafés de alta qualidade. Você sabe onde mais se produz bons cafés fora dos dois estados tradicionais?
Espírito Santo
É o 2º maior produtor do país, apesar de ser também o segundo menor estado brasileiro. Lá predomina a produção em pequenas propriedades familiares. O porto de Vitória facilita o escoamento da commodity. Há plantações de café em todos os muncípios do estado!
Nas regiões montanhosas é cultivado o café arábica (que antes dos anos 1960 era a única variedade encontrada no estado). O conillon (robusta) chegou nos ano 1970, totalizando 73% da produção capixaba atual.
Paraná
O café chegou a esse estado nos anos 1930. Na décade de 60 o Paraná já era o maior produtor mundial. No anos 1970 a produção passou a decair, com um brusco encolhimento a partir de 1975, quando uma grande geada dizimou a produção local. A recuperação veio apenas no anos 90, mas o crescimento foi novamente muito rápido, com forte investimento em produtividade. Hoje esse é o 4º maior produtor dentre os estados brasileiros.
A produção paranaense se concentra no norte pioneiro e no noroeste, com predomínio da agricultura familiar. As geadas já não são um obstáculo intransponível, pois há técnicas capazes de proporcionar recuperação rápida após sua ocorrência. Há fortes cooperativas e se investe muito em pesquisa nos institutos agronômicos.
Bahia
É hoje o 5º maior produtor do Brasil. Três quartos da produção é de café arábica. O cultivo começou nos anos 1970 e hoje se divide entre as regiões do Planalto, do Atlântico e do Cerrado. Na primeira há produção com colheita seletiva, com retirada apenas de grãos maduros. A agricultura familiar predomina. Já na 2ª região, a produção é de robusta, com irrigação no período de seca (início do ano). O terreno plano favorece a mecanização. Na última região, a do cerrado baiano, encontra-se a agricultura empresarial em medida equivalente à familiar. 90% da produção é exportada para a Ásia e para a Europa. Modernas técnicas de irrigação são necessárias.
Rio de Janeiro
Teve papel histórico importante, tendo sido o 1º estado a romper a exclusividade do cultivo no norte do país. No século XIX dominou a cafeicultura nacional. Com a abolição da escravatura, em 1888, a produção fluminense entrou em acentuada decadência.
Hoje o Rio é um grande produtor, mas não está entre os maiores do país, ficando atrás de estados como Rondônia, Mato Grosso e Pará.
Fonte para mais detalhes: “CUP” A revista da BSCA (Ano 1 – edição 1 -2007)

 
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Publicado por em 30 de novembro de 2010 em O café no Brasil

 

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