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Arquivo da tag: marcas de café

Clube do Café: blend forte

Recentemente, foi-me apresentada uma nova ideia para os apreciadores de café. Trata-se do Clube Café.

Um sistema de comércio de cafés gourmet on line que privilegia a fidelização do cliente. Por meio do clube, é possível eleger blends que agradam e recebê-los periodicamente em casa, sem ter de fazer novas compras.

O sistema, a meu ver, é do tipo que remete ao conceito de simbiose: ou seja, ganha o vendedor e ganha o consumidor, dado que os produtos apresentam boa qualidade e os preços não passam da média de mercado para cafés gourmet.

Na verdade, ainda não testei o sistema de entregas, o que farei em breve, acrescentando tal atualização a esse mesmo post. Entretanto, recebi amostras para testes, diretamente dos proprietários do negócio: fui sempre bem atendido e chegaram no prazo prometido – ótimos indícios de bom funcionamento.

Demorei a escrever sobre os cafés em questão, o que começo a fazer agora, porque quis prepará-los em espresso diversas vezes, até atingir a bebida perfeita, que pudesse me mostrar as qualidades do produto, sem distorções. Hoje cheguei à moagem perfeita para minha máquina e tirei um espresso de acordo com minhas melhores expectativas.

Comento agora sobre o blend “Forte”, formado pelas variedades acaiá e bourbon amarelo, em torra escura.

Não sou fã de torras escuras, nem mesmo das médias. Mas reconheço que para esse blend, caiu bem. Prefiro as claras, mas entendo que se possa preferir a escura, pois a bebida realmente fica forte e e de acordo com a descrição que está na embalagem: o gosto lembra frutas secas torradas e tem traços de defumados – como se o próprio café tivesse sido levemente defumado mesmo.

Para mim, há um amargor residual no final do sabor. Lembra bem os vinhos uruguaios de uva Tanat, carregados de taninos.

O aftertaste é bem marcante, agradável e prolongado. Dessa característica, gosto bastante.

Em minha avaliação, trata-se de um bom café, que pode muito bem ser o preferido dos apreciadores de suas características. E mesmo para quem prefira os cafés suaves, como eu, vale a pena experimentar. A experiência é agradável!

Ressalto que o café veio já moído, mas refinei-o um levemente, para atingir o ideal para minha máquina, uma Viva Gaggia (não profissional, manual). Comento isso, porque, a qualidade da bebida pode aumentar, caso se compre grão e se faça a moagem na hora do consumo. Recomendo, sempre, a compra de grãos.

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Café: um por um

Esse blog surgiu com um proposta objetiva, de falar individualmente de cafés e cafeterias. Entretanto, meu interesse por tudo que envolve café foi preponderante na elaboração dos posts. O blog se tornou, então, mais abrangente. Nesse momento, quero retomar a proposta inicial, na forma de uma série especial de posts sobre cafés, marca por marca. Espero, com isso, criar um guia inédito para o apreciador de café.

Aceitos sugestões sobre marcas a serem provadas e analisadas (o que pode ser feito utilizando o botão “comentário”).

Os posts obedecerão a apenas duas categorias:

(1) Arábica  e (2) Robusta.

(1) Lembrando sempre que, a variedade arábica dá origem aos cafés chamados gourmets, de sabor mais suave, complexo e agradável. Dentre as dezenas de variedades de plantas de café, é essa a que pode produzir cafés especiais em escala comercial.

(2) A variedade robusta é a que produz o (eufemisticamente) chamado café tradicional. Com ele, produzimos uma bebida mais grosseira, adstringente, amarga e pesada. Contudo, vale destacar que a má qualidade de nosso café tradicional é mais resultado de adulterações do produto, como acréscimo de materiais estranhos, como palha de milho, borra seca, pó, terra, serragem, entre outros. Para sacramentar a malandragem, adiciona-se corante caramelo (sabor amargo que mascara outras adulterações) e faz-se uso de uma torra forte, também para disfarçar a má qualidade.

A planta do robusta é capaz de produzir em escala comercial em climas quentes e úmidos e baixas altitudes.

Essa variedade foi a única cultivada no Brasil desde o início, até muito pouco tempo atrás. Hoje, cresce incessantemente o cultivo de arábica. No entanto, no Espirito Santo e na Bahia, estados produtores, ainda predomina o cultivo do robusta. É também comum seu cultivo em alguns países africanos.

A produção de robusta bem serviu ao produtor brasileiro enquanto os Estados Unidos foram destino quase único do café brasileiro, nos períodos que incluíram os históricos ciclos exportadores de café. Nesse país, o café foi combustível da industrialização, mantendo o trabalhador mais ativo sob cruéis condições de trabalho.

De dez anos para cá iniciou-se uma revolução gradual no consumo nacional, com aumento do conhecimento sobre café por parte do consumidor, e consequentemente, de seu nível de exigência. Entretanto, não foi esse, mas sim o mercado exterior, o principal impulso de mudança. O café arábica possui um valor muito mais alto de mercado e é muito mais desejado pelos países ricos. Uma vez que existam condições técnicas para atender a essa demanda, nada mais lógico a ser feito. A lógica capitalista imperou. Nenhuma surpresa.

Alta Mogiana, Sul de Minas. Norte Pioneiro (Paraná) e Cerrado são nomes de regiões produtoras já famosas no Brasil, já com grande apelo comercial. Observa-se um padrão de identidade regional forjado de forma semelhante ao que aconteceu com os vinhos, cuja maior referência para o consumidor é a denominação de origem (uma vez que os tipos de uvas estão relacionados com regiões específicas em que melhor se adaptam ou se originam).

Nessa série especial falaremos de cafés de todas essas regiões, além de cafés estrangeiros e cafés tradicionais. Procurarei indicar sempre como e onde comprei cada café comentado, de maneira que o leitor, na maioria das vezes, poderá fazer a própria prova para eleger seus favoritos. A idéia é contar o milagre e também o santo!

Série especial “café – um por um”. Proximamente, nesse blog!

 
2 Comentários

Publicado por em 30 de abril de 2012 em Cafés gourmet - marcas e opinião

 

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