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Fazenda Santo Antônio da Bela Vista – sinta-se no passado!

Comento agora sobre uma fazenda histórica que visitei em Itu – SP, e que foi objeto de uma matéria no Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba. Como a matéria está extremamente bem escrita e condiz com o que vi quando conheci a fazenda Santo Antônio da Bela Vista, quero antes de mais nada, registrar meu elogio ao  jornalista Marcelo Roma, seu autor. Segue o link – confira: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/531326/producao-de-cafe-resiste-em-itu-e-faz-jus-ao-passado-historico-da-regiao

A fazenda é bastante antiga, de fato e os pés de café também – por isso são bem altos e frondosos, compondo uma paisagem tradicional e genuína, ótimo para quem quer se sentir num ambiente historicamente importante. É como se voltássemos ao passado mesmo, o que é interessante, por estimular a imaginação, mas para quem conhece um pouco a história da lavoura de café no Brasil, pode ser também um pouco triste. Lembramos, inevitavelmente, de escravos e imigrantes que trabalharam duro para produzir a preciosa rubiácia. Que, aliás, preciosa devia ser para quem tomava o café e para os donos das fazendas!

A realidade do trabalho com café não tem nada de nostálgico, bucólico ou glamuroso. Era estenuação física de sol a sol, diariamente, por anos, e o pior, para que parte do produto gerado fosse incinerado pelo governo brasileiro, afim de evitar que o preço internacional de seu principal produto despencasse.

Não posso falar sobre o trabalho ao longo da história, na fazenda de Maria Isabel Scarpa. Talvez entrevistando-a, um dia, ela mesma possa nos contar sobre isso. Sabemos apenas que o trabalho na lavoura é pesado, como tantos outros, e que as leis trabalhistas são ali seguidas. O trabalho pesado faz parte da história da humanidade e a ele devemos muito do que desfrutamos no dia-a-dia.

Na Santo Antônio fomo muito bem tratados. Um farto café da manhã foi estava à disposição dos vistantes. A visita aos cafezais foi bem guiada, esclarecedora e agradável. Pudemos até jogar café para o alto na bateia, experimentando a sensação de compor uma cena clássica. A própria Bel, como gosta de ser chamada, acompanha a visita o tempo todo (presença do dono no negócio é sempre um excelente sinal). Alguns empregados antigos da fazenda nos falam sobre o dia-a-dia do trabalho e parecem bastante contentes por estarem ali.

Em seguida, somos levados a locais de armazenamento de café, sempre com explicações e conversas em que se tiram as dúvidas dos visitantes. A Bel é muito educada, sempre. Dali, vamos para o almoço, muito bem servido e acompanhado por um conjunto musical de senhores que tocam sambas tradicionais. Muito boa a música, por sinal.

É feita uma torra de café e quem quer pode comprar café no local, na quantidade que desejar (observação: o café é cheiroso e vale a pena comprar para expermentar, mas com ele se faz uma bebida dura). Vale sentir o sensacional cheiro de café torrado e acompanhar o processo.

Após o almoço, pode-se visitar o casarão da fazenda, que fica todo aberto e está repleto de móveis antigos de madeira escura. É certo que se é transportado para o passado! Até para quem não tem imaginação muito fértil. Para encerrar com chave de ouro ainda se pode restar em uma das redes na varanda dos fundos da casa, com vista para as montanhas e para os cafezais. Dá até saudades da fazenda. Caberia uma nova visita! Dessa vez, em maio, época da florada. Fica essa sugestão, inclusive.

Observação: o preço da visita em agosto de 2013 foi de 65 reais por pessoa. Perfeitamente justo. Mais um ponto para Bel.

Depois desse tempo agradável, aproveite para ir até o centro de Itu, caminhar pelas ruas da cidade, ver casas antigas, lojas de antiguidades e o café da Maria Isabel, o Gamela. Você conhecerá uma pequena e aprazível cafeteria e tomará uma bebida que poderia ser bem melhor, não fosse a falta de investimento numa máquina profissional de espresso. Em suma, aproveite o ambiente ao máximo e dê um desconto para a bebida em si.

 

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Atelier do Café – conhecendo ao vivo, meu primeiro café


Há 5 anos descobri minha primeira fonte de cafés gourmet. Foi quando descobri também, o prazer de apreciar o gosto da bebida que me dava forças para estudar matérias não muito agradáveis da faculdade. Ela era o Atelier do Café, até então, nada mais que um site de compras de café.
Desde a primeira compra, lidei com um site bem feito, um sistema de entregas totalmente eficiente e um excelente atendimento. Durante muito tempo, o Atelier foi a única chance de conseguir “café de verdade”. Há “tanto tempo” não se encontrava nas prateleiras do varejo de São Paulo nada além das famigeradas almofadas de café robusta moído. Mas com toda a variedade de hoje, o Atelier segue sendo uma das melhores opções para compra de “café de verdade”, e dos bons.
Já era hora de conhecer o Atelier ao vivo! Bastou uma ligação e auto-convite a uma visita para ser atendido com a maior boa vontade pela Tatiana e pelo Davi. Agendamos o dia com dez dias de antecedência e na data, lá fui eu rumo ao centro de Valinhos. Fui muito bem recebido na entrada desse ainda desconhecido mundo. A torrefação dos cafés tenho apreciado ao longo desses 5 anos me recebia de portas abertas.
Sua história me foi revelada: trata-se de uma loja virtual e torrefação, cuja matéria prima se origina na Fazenda Daterra, localizada no Cerrado Mineiro e Mogiana, em São Paulo. As mais de 15 variedades de arábica cultivadas foram semeadas pela família Paschoal, a mesma da rede de pneus automotivos! Em 1984 a família retomou suas origens, voltando a lidar com café, já que no longínquo ano de 1908, Miguel Paschoal, um imigrante italiano, abriu uma banquinha de venda de café em xícaras no Mercado Municipal de Campinas. De sua relação com os clientes derivou a diversificação dos negócios.
Descobri que a torra é feita de forma profissional, com boa dose de artesanato: o forno trabalha em associação a um software que mapeia o perfil da torra, ou seja, que registra a temperatura ao longo do tempo do ciclo. Cada lote torrado possui seu perfil arquivado, sendo rastreável a qualquer momento. Dessa maneira, eventuais reclamações ou sugestões podem ser avaliadas, apenas tendo-se em mãos o número do lote do café em questão (sempre gravado nas embalagens). O toque artesanal fica por conta do Davi, responsável pelas torras. Com seu consistente treinamento, ele retira amostras ao longo do processo, verificando o estado dos grãos, acompanhando sua transformação (perda de água). Assim, sabe exatamente a hora de desligar o forno e resfriar os grãos a ar. Cada variedade possui seu ponto ideal, aquele que condiz com o máximo de aproveitamento de suas características (aroma, sabor, corpo, acidez).
Para realizar o melhor dos trabalhos, Davi conta com as informações de profissionais de degustação que avaliam cada variedade de grãos dos cafés Daterra. A melhor torra, para Davi, entretanto, não condiz exatamente com a usada pelos degustadores, já que o Atelier precisa pensar em seu consumidor, que quase sempre conta com cafeteiras simples ou máquinas amadoras de espresso. Em geral, isso significa uma torra um pouco mais forte que a dos degustadores.
Uma curiosidade chama a atenção: os grãos de café estouram como pipoca! Assim, os grãozinhos verdes, que lembram lentilhas, se transformam nos grandes grãos marrons, com fendas, que conhecemos. O barulho é como de uma pipoqueira, só que um pouco mais oco.
Café torrado, café pronto para ser bebido? Ainda não! A tecnologia ainda dará as caras no processo: uma separadora de grãos fará um minucioso serviço de segregação de grãos inadequados, cuja torra tenha escapado aos padrões determinados por Davi. Por meio da análise de sua cor (também realizada por um software específico), a máquina descarta os grãos indesejados, que produziriam uma bebida adstringente e amarga. Por volta de 20% dos grãos cai fora do ciclo nessa etapa.
<Finalmente, após sentir o melhor dos aromas de café fresco, chega a hora de prová-lo. A essa altura, fico sabendo que esse aroma delicioso começa a ser exalado somente depois do resfriamento dos grãos. Antes, quentes, os grãos pouco têm a oferecer a nosso olfato.
Agora, o espresso! Certo? Nada disso! Hora da degustação, nos moldes das profissionais (sobre isso, haverá um novo mini-post). Muito interessante! Senti como se meu paladar tivesse se multiplicado! Não imaginava que o café pudesse ser tão complexo! Açúcar não é necessário, nem desejável. Pela primeira vez senti docura num café, sem adoçá-lo.

Ao final, pude apreciar um espresso tirado na melhor das várias máquinas que ali estavam (são usadas para testes). Sensacional! Nada se compara a um café recém-torrado e moído. De quebra, provei o mesmo blend, em sachê. Parecia outro! Mais assunto para o futuro!
Recomendo a visita ao Atelier do Café a todos que ficaram com água na boca! Basta ligar para o televendas, presente no site (www.atelierdocafé.com.br) e falar com a Tatiana. Conte com uma recepção agradável e uma visita interessantíssima. A apenas 50 minutos de São Paulo, uma visita de um hora, ou um pouco mais, se for curioso como eu!
Pelo site é possível conhecer todos os blends (10), e, comprá-los na versão (para prensa francesa, filtro, espresso, ou em grãos) e quantidade (1/4 ou ½ quilo) que se adaptar às suas necessidades. Trata-se de um site agradável e muito funcional! Comece com essa visita! De quebra, peça um dos blends e não se arrependa!

 
1 comentário

Publicado por em 7 de maio de 2010 em Cafés gourmet - marcas e opinião

 

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