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Um café mexicano: marcante diferença

Há muito tempo sou curioso para experimentar cafés de outros países de tradição em sua produção. Já não ou muito adepto de cafés beneficiados e rotulados em países que dominam o negócio do café, como Alemanha e Itália. Finalmente consegui um bom pacote de café mexicano, graças a uma amiga daquele país. Após 4 meses da postagem (não me arrisco a atribuir uma causa para essa estranha demora), chegou em minha casa a bela embalagem, em tecido, de café Biomaya, produzido no estado de Chiapas, de forte presença maia.
Trata-se de um café cultivado em pequenas fazendas sustentáveis, de propriedade de comunidades indígenas (ou como eles as designam: campesinato indiano). As plantações ficam em meio a árvores, capazes de proporcionar sombra e colaborar para a preservação do meio ambiente. Não se trata, no entanto, de um cultivo artesanal. Pelo contrário, a visão empresarial está totalmente presente, mas com foco em sustentabilidade, além do óbvio fim lucrativo.
Agora, o mais interessante para quem aprecia a bebida: o gosto do café! Eu o descreveria como exótico, do ponto de vista de quem é acostumado ao café brasileiro. Não se parece com nenhum dos que já provei antes. Tem um gosto marcante, próximo ao de ameixas pretas, mas com um pouco de ferrugem. Sim, ferrugem! Não que eu já tenha comigo ferro oxidado, mas quem já não provou uma água com gosto de ferrugem? E o mais incrível: o sabor é muito bom! Ainda: a bebida é bem encorpada, com pouco creme, acidez forte e ligeiramente adocicada. Fiquei com aquela inigualável sensação de ter sentido um (bom) gosto inédito. Ainda que seja também, um pouco insólito. Sente-se claramente que aquele café vem de terras longínquas!
Acredito que o maior interesse em se escrever e ler sobre esse café, seja justamente a consciência da diferença. É pelo contraste que fortalecemos nossas identidades. Percebi que nosso café tem características únicas, em certa medida! Entretanto, para apreciar os gostos de nossa terra (literalmente), há de prezar pelas boas escolhas! Há se notar que há pouco tempo tivemos acesso “liberado” aos melhores cafés do Brasil. Ainda é necessário um esforço extra (se informar deliberadamente) para comprar cafés de boa qualidade, mas é recompensador!
Agradeço à minha amiga Jazmin Ayala, por me proporcionar essa saborosa experiência.
E para quem quiser conhecer um pouco do método de produção desse interessante café, basta conferir o site: http://cafebiomaya.com.mx/

 
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Publicado por em 19 de dezembro de 2010 em Cafés estrangeiros

 

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Cafés pelo Brasil afora

Os cafés do Brasil
A história do café é bastante conhecida nossa, dada a sua importância no desenvolvimento econômico do país. O Brasil do café, entretanto, costuma ser associado a uma espantosa produtividade, ficando a qualidade em um plano mais obscuro.

Nos anos 1990 iniciou-se uma recuperação da qualidade do café nacional, bem como de sua prórpia imagem, mundialmente ofuscada pelo “Café de Colombia”. Minas e São Paulo tem estado na vanguarda desse processo, sendo também os estados mais lembrados como produtores de café. Entretanto, há vários outros estados produtores, inclusive de cafés de alta qualidade. Você sabe onde mais se produz bons cafés fora dos dois estados tradicionais?
Espírito Santo
É o 2º maior produtor do país, apesar de ser também o segundo menor estado brasileiro. Lá predomina a produção em pequenas propriedades familiares. O porto de Vitória facilita o escoamento da commodity. Há plantações de café em todos os muncípios do estado!
Nas regiões montanhosas é cultivado o café arábica (que antes dos anos 1960 era a única variedade encontrada no estado). O conillon (robusta) chegou nos ano 1970, totalizando 73% da produção capixaba atual.
Paraná
O café chegou a esse estado nos anos 1930. Na décade de 60 o Paraná já era o maior produtor mundial. No anos 1970 a produção passou a decair, com um brusco encolhimento a partir de 1975, quando uma grande geada dizimou a produção local. A recuperação veio apenas no anos 90, mas o crescimento foi novamente muito rápido, com forte investimento em produtividade. Hoje esse é o 4º maior produtor dentre os estados brasileiros.
A produção paranaense se concentra no norte pioneiro e no noroeste, com predomínio da agricultura familiar. As geadas já não são um obstáculo intransponível, pois há técnicas capazes de proporcionar recuperação rápida após sua ocorrência. Há fortes cooperativas e se investe muito em pesquisa nos institutos agronômicos.
Bahia
É hoje o 5º maior produtor do Brasil. Três quartos da produção é de café arábica. O cultivo começou nos anos 1970 e hoje se divide entre as regiões do Planalto, do Atlântico e do Cerrado. Na primeira há produção com colheita seletiva, com retirada apenas de grãos maduros. A agricultura familiar predomina. Já na 2ª região, a produção é de robusta, com irrigação no período de seca (início do ano). O terreno plano favorece a mecanização. Na última região, a do cerrado baiano, encontra-se a agricultura empresarial em medida equivalente à familiar. 90% da produção é exportada para a Ásia e para a Europa. Modernas técnicas de irrigação são necessárias.
Rio de Janeiro
Teve papel histórico importante, tendo sido o 1º estado a romper a exclusividade do cultivo no norte do país. No século XIX dominou a cafeicultura nacional. Com a abolição da escravatura, em 1888, a produção fluminense entrou em acentuada decadência.
Hoje o Rio é um grande produtor, mas não está entre os maiores do país, ficando atrás de estados como Rondônia, Mato Grosso e Pará.
Fonte para mais detalhes: “CUP” A revista da BSCA (Ano 1 – edição 1 -2007)

 
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Publicado por em 30 de novembro de 2010 em O café no Brasil

 

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