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Arquivo da tag: café tradicional

Escolhendo os melhores cafés no supermercado

Para ajudar um pouco o apreciador a filtrar os melhores cafés das gôndolas dos supermercados, publico desenho esquemático bastante didático destacado de uma matéria da Folha de São Paulo.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/comida/1177830-teste-folha-avalia-os-10-cafes-mais-vendidos-em-supermercados-de-sao-paulo.shtml

 
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Publicado por em 7 de outubro de 2014 em Saiba identificar bons cafés

 

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As frescuras propositalmente associadas ao café

Desde que o café arábica começou a ser difundido no mercado interno brasileiro, vem aumentando a quantidade de frescuras relacionadas ao consumo dessa tradicional bebida.

O café passou a ser consumido massivamente, quando tomou conta dos ambientes menos glamourosos das sociedades industriais. Sobretudo nos EUA, que estava se industrializando, e contou com a cafeína como combustível para os trabalhadores de chão de fábrica. Por essa razão, importava do Brasil quantidades descomunais de café, sempre de baixa qualidade, mas de preço não baixo, mas sim, baixíssimo. Era café robusta produzido com tecnologia agrícola medieval, intensa em mão de obra, em plantations cujas fronteiras eram o horizonte.

No próprio Brasil, o café destinado ao mercado interno sempre foi o pior, ainda quando a capacidade de produzir cafés melhores foi adquirida. Todo mundo conhece o famoso rótulo “para exportação”, que por dezenas de anos foi sinônimo de qualidade mais alta e preços desproporcionalmente maiores – o termo era rótulo de produto especial. A parte boa da produção era destinada aos consumidores estrangeiros, que pagavam em dólar e impunham parâmetros de qualidade aquém do poder contratual do consumidor caseiro.

A Colômbia, incialmente, depois países da Ásia tropical e até da África, despontou como produtora de cafés de alta qualidade, sempre arábica, produzidos de acordo com suas dotações – pequenas propriedades, terras altas, esquemas cooperativos. Sem o benefício de escala, os preços deveriam ser consideravelmente mais altos, para que o produto fosse fonte de lucros significativos. Nossos vizinhos investiram pesadamente em marketing, apoderando-se da imagem do melhor café do mundo.  Sinônimo de bom café é café colombiano.

No Brasil, uma demanda reprimida por produtos de alta qualidade foi percebida como potencial fonte de lucro para os produtores de café. Um mercado poderoso, quase virgem. Mas aqui, alta qualidade é sempre direcionada à pequena, mas endinheirada camada da população que pode pagar qualquer preço, por qualquer coisa. A clásse média não interessa. Pessoas comuns, que trabalham, pagam impostos e buscam lazer nos fins de semana, não são o alvo principal de quem tem um bom produto a ofertar.

Foi então que cafés de alta qualidade, bons cafés arábica produzidos no Brasil, começaram a ter sua imagem sempre associada a ambientes de requinte e sofisticação. Não me parece que o sucesso dessa estratégia foi completo, mas conseguiu-se, sim, deixar o bom café cercado por uma série de afetações, o que vulgarmente chamamos de frescuras, típicas de uma classe de pessoas frívolas, cheia de rituais estrangeiros copiados e vazios de sentido.

Aí a comida que cai bem com café, como pão de queijo (nada mais tradicional), salgados, doces e outras do tipo que se come entre as refeições, virou “comidinha”. Toda cafeteria tem de ter “comidinhas”. E os produtos feitos para o preparo de café, aqueles vendidos para o apreciador preparar sua bebida em casa, têm de custar o olho da cara (o dobro ou o triplo do que custam no exterior), sob a égide de uma imagem de requinte, insistentemente propalada.

A estratégia do requinte serviu como uma luva para que o café-lixo, excessivamente torrado, amargo, aquele com cheiro de remédio, fosse chamado de “tradicional”. Um sinônimo para rústico, que já seria um eufemismo, ainda que menos cínico.

Então o café ruim é aquele para quem quer se sentir na fazenda. O café bom, é aquele das pessoas sofisticadas que comem comidinhas.

Mais um bom exemplo de paradigma que contamina e atravanca a cultura nacional : imagem é tudo. Mais importante que saborear uma bebida e ficar satisfeito, é participar do círculo dos requintados. O importante não é desfrutar para si mesmo, mas sim, ter a imagem de alguém que passa a vida desfrutando. Daí para lanche virar “comidinha” é um passo natural.

 

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Não tome porcarias!

Estou chegando à conclusão de que os cafés que se compram nos supermercados do Brasil são tudo, menos café. Aquilo é anti-café!
Basta abrir o pacote e cheirar o produto: parece veneno BHC. É muito estranho. Não sei o porquê desse odor, mas café de verdade não cheira assim.
Faça uma experiência simples. Vá a uma das cafeterias sugeridas aqui nesse blog, ou compre café pela internet (pode-se usar algum link sugerido em nossa página principal). Abra o pacote. A partir desse momento já começará uma experiência olfativa de abrir o apetite! Dá vontade de comer o café, não de bebê-lo. Ao passo que essas porcarias que nos vendem nos mercados, mais parecem adubo químico.
Caso tenha em mãos uma das famigeradas almofadas de café, típicas do Brasil, nem pense em usar nenhuma das dicas de preparo desse blog! Não existe mágica que faça de produtos de quinta categoria, uma bebida agradável.
Isso tudo pode parecer frescura ou radicalismo, mas desafio qualquer um a fazer a prova proposta acima.

Ainda que seja enraivante saber que no maior produtor de café do mundo, 90% das pessoas tomem um pó químico com água fervente e chamem isso de café, vale a pena ter consciência disso. Café de verdade é uma bebida agradável, que não precisa, quase, de açúcar. Não causa azia nem ataca o estômago.

O café de verdade é claro, diferentemente da tinta de polvo que se acha nas garrafas térmicas de quase todo escritório. Sua cor lembra ferrugem e seu gosto é livre de amargor.
Recomendo ostensivamente: esqueça o falso café dos mercados e descubra o verdadeiro café! Gaste 10 reais em um quarto de café gourmet em vez de 5 reais em um pó químico amargo.
Aliás, o justo seria o chamado café gourmet chamar-se apenas café. O que hoje se conhece por café tradicional, deveria ser rebatizado. Que tal cafeína em pó não adoçada?

 

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