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Prensa Francesa

A ferramenta de fazer café que mais desperta curiosidade. Assim posso definir, com segurança, a prensa francesa.

Aqui neste blog, um post dos mais antigos dentre todos, sobre ela, é até hoje um dos mais acessados.

Nada melhor, então, que voltar a falar desse método de preparo!

Trata-se de uma jarrinha cilíndrica e um êmbolo metálico. A prensa parece uma adaptação feita com base em seringas médicas. O princípio guarda semelhança, e ao mesmo tempo, tem uma diferença essencial.

O êmbolo da prensa é vazado, e, em vez de comprimir o líquido para que saia por um orifício, como veremos ser o caso a Aeropress, ele o comprime para separar a bebida preparada por infusão dos grânulos de café.

O uso da prensa é simples, mas não tanto quanto parece! Segue um passo-a-passo:

  1. Usando café em moagem grossa, verter a quantidade desejada (de acordo com o gosto do apreciador – a definição da quantidade deve ser obtida por tentativa e erro).
  2. Verter sobre o café, água fervente (sim, fervente – com o tempo constatei que para produzir boa infusão, água semi-fervente não é adequada).

  3. Misturar com  uma colher. Observe a formação de creme – quanto mais espesso, melhor, mas se muito escuro, deverá estar havendo sobre-extração (a bebida ficará bastante forte, mas isso poderá agradar a alguns).

  4. Após cerca de 2 minutos, comprimir a bebida com o êmbolo, empurrando-o contra o fundo do recipiente, até chegar ao fundo. Deve-se fazer isso gentilmente, pois muita força e muita rapidez farão com que grânulos de café vazem pelas beiradas do filtro metálico. É preciso dar tempo de a água ir passando pelo filtro sem forçá-lo em excesso.

  5. Servir a bebida segurando a prensa pela alça e usando o a outra mão, ou o polegar da mesma mão (se a escala permitir) para manter o filtro encostado no fundo, comprimindo o café separado da infusão, me maneira a evitar que vaze para a bebida.

A primeira xícara conterá algum creme, pois o filtro metálico permite a passagem de parte do creme formado pela infusão à bebida. Lembrando sempre que café com creme, de verdade, somente o espresso.

Vantagens da prensa:

Praticidade, café com um pouco de creme, e a principal: intensidade do sabor. Podemos pensar como vantagem, também, na plasticidade do preparo com a prensa – é um instrumento bonito, engenhoso e que favorece o ritualismo do preparo do café.

Desvantagens da prensa:

Os bons modelos são caros. E a principal: dificuldade em obter café na moagem adequada. Há de se ter moedor, ou comprar café moído em cafeterias, ou pela internet, com moagem para prensa.

Entretanto, não é fácil moer café de maneira que fique totalmente adequado à prensa, pois a maior parte dos aparelhos não proporciona uma moagem suficientemente uniforme. Isso é, entre os grânulos grandes haverá grânulos bem menores, que poderão passar pelo filtro da prensa. A bebida poderá parecer conter pó em excesso – a bebida poderá se assemelhar a um café árabe.

A depender do gosto do apreciador, isso incomoda ou não.

Abaixo, dois modelos de prensa que considero muito bons.

Prensa Francesa Starbucks

Prensa Francesa Starbucks

Prensa Francesa Bialetti

Prensa Francesa Bialetti

 
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Publicado por em 26 de junho de 2015 em Ferramentas de preparo, Preparo

 

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Cápsulas

banheiro

Hoje falaremos do café de cápsulas, um dos mais novos métodos de preparo.

A cafeteira de cápsulas é semelhante a uma máquina de espresso, mas em escala reduzida.

A bebida é a mais semelhante possível, dentre todos os métodos, ao espresso.

Quando se fala de cafeteiras domésticas, são essas bastante atraentes, tanto pelo tamanho compacto, quanto pelos desenhos modernos e variados, em lindas cores (ainda que os fabricantes não disponibilizem no Brasil todas as cores que possuem).

O método é bastante prático e não suja utensílios domésticos, que não a própria xícara e colheres.

Eis os pontos mais positivos!

Agora vamos ao lado “B” das cápsulas!

As cápsulas de suprimento não são baratas (não que sejam caríssimas).

A limpeza do tanque das máquinas deve ser feita frequentemente, algo que passa despercebido no marketing da máquina – o uso frequente, logo de início, aponta para essa necessidade. Portanto, é necessário ter pia bem próxima.

E o principal problema, a meu ver; a limitação de sabores. Ainda que o mercado de cápsulas tenha sofrido grande ampliação nos últimos dois anos, após a queda da patente da Nespresso para o método, o sabor de quase todas as cápsulas tem um fator em comum. Algo como um gosto de queimado de fundo, que me soa bastante desagradável.

De início atribuo esse gosto universal às torras utilizadas – sempre excessivamente escuras, mesmo no caso dos cafés vendidos como sendo de torra clara.

Não direi que isso vale para todas as marcas, porque ainda não provei todas. Mas provei grande parte delas.

No entanto, existe uma solução para contornar esse problema: a fabricação própria de cápsulas. Sim, isso mesmo, nós mesmos podemos fabricar cápsulas, de acordo com nosso gosto e com o café que quisermos.

Cápsulas vazias, para preenchimento próprio, estão à venda. Há uma de fabricação francesa, a Capsul-in, adquirida facilmente pelo Mercado Livre (ou em similares), que constatei ser excelente. O preço delas é acessível, são práticas, bem feitas e funcionam à contento, com segurança para as máquinas.

Os copinhos são iguais aos das vendidas prontas, e uma cartela de adesivos aluminizados acompanha (podem ser compradas separadamente, também). Acompanha até mesmo um dosador e uma ferramenta plástica para colar o adesivo corretamente e depois selá-lo bem.

Com prática, nem é preciso usar as ferramentas – basta comprar um bom café e (o gosto será intenso, portanto, maus cafés serão horríveis na xícara) fabricar várias numa tacada só.

Outra vantagem dessas máquinas, vale para quem gosta de preparar outras bebidas na mesma máquina, como chás, chocolates, capuccinos e outras tantas, o que é possível em boa parte dos modelos.

O preço das máquinas alcança amplo espectro, mas as versões de entrada possuem preços relativamente bem atraentes (a partir de R$ 250,00)

As marcas mais disponíveis no mercado brasileiro são:

Nespresso, Arno Dolce Gusto, Três (da Três Corações) e Delta – todas incompatíveis entre si.

O café em cápsulas é dos mais práticos para escritórios, sobressaindo-se as vantagens. Para casa, não apresenta grandes vantagem comparativas.

Proximamente, leia sobre mais um método de preparo doméstico.

 
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Publicado por em 29 de maio de 2015 em espresso, Preparo

 

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Tradições para serem quebradas

Ultimamente tenho diversificado minhas degustações de cafés espressos. Tentando driblar a escassez de cafeterias legais em São Paulo, tenho arriscado tomar espressos em pequenos “cafés”, mais discretos. Desses que encontramos às dúzias, não apenas aqui em São Paulo.

Entre patéticos espressos com gosto de cloro, encontrei alguns acima da média. Mas não falarei de cafés específicos e seus sabores hoje. Falarei, na verdade, de um fator comum a quase todos que experimentei e da reflexão a que me levou.

99% dos espressos provados são aguados.É totalmente difundida a cultura do café ao menor custo, ainda que estejamos falando de cafés cuja imagem é trabalhada para manter-se aderida ao rótulo “gourmet”. Não vejo malandragem, no sentido de extrair o máximo de bebida, com o mínimo de grãos (maximizando o insumo caro com água). Vejo, sim, uma espécie de consenso sobre a capacidade de consumidor avaliar a diferença entre um café profissional e perfeitamente tirado e um café tirado em linha de produção.

A mesma origem cultural vejo para a indiferença da maior parte das pessoas em relação aos cafés filtrados. Qualquer um serve, basicamente. Desconhecimento é um motivo demasiadamente superficial. Desinteresse, seria chover no molhado. Essa atitude, ou falta de, em relação ao café, mesmo sendo a bebida mais conhecida do mundo e especialmente cara aos brasileiros, é a ponta final de um iceberg cuja base é cultural. E a água que forma esse iceberg é a lógica capitalista de um determinado período histórico, circunscrito a um contexto já passado, mas não superado.

O café chegou aos Estados Unidos antes de sua industrialização, mas em compasso com esse processo foi que se massificou. À época, como já abordado em post anterior (post: “Por que tomamos cafés fajutos”), nem sequer havia um método de filtragem muito prático. Tomava-se café fervido na panela durante horas, o dia todo. Muitas doses, pouco sabor alto nível de cafeína no sangue garantido. A lógica era: o café deveria ser massivamente acessível para consumo diário, para não dizer “horário”. Era o elixir da alienação no trabalho! A produtividade encontrava seu combustível.

Na mesma época, o Brasil começava a se tornar grande exportador de café. Abundância de terras e mão de obra barata, além da concentração fundiária, eram as características produtivas brasileiras, o que favorecia a produção em latifúndios, em grande escala e sem nenhuma ênfase na qualidade do produto.

A cultura da qualidade passou ao largo de nossa cafeicultura, desde sua gênese, dadas as características de seu maior mercado consumidor. 70% do café do mundo era produzido no Brasil no auge da exportação do café, sendo 100% da produção de baixa qualidade, mas adequada ao consumidor norte-americano.

O hábito do brasileiro no consumo do café foi formado de maneira reflexa ao dos americanos, mas com adaptações regionais. Aqui, a industrialização não teve papel importante na formação desse hábito, mas a dos americanos, sim, teve. Um dos toques brasileiros ao café foi o acréscimo de açúcar. E não deve ser para menos. Nada melhor para contrastar com o amargor do café robusta, precaria e massivamente cultivado por aqui. E açúcar no Brasil sempre foi ingrediente abundante. Não apenas com o café constatamos a larga difusão de seu uso, mas também com a infinidade de doces melados da cozinha tradicional brasileira.

Até hoje, basta se sentar em um balcão de cafeteria e observar a quantidade monstruosa de açúcar que a maior parte das pessoas verte sobre o café. Uma andança pelo interior de SP ou MG e facilmente se verão as pessoas tomando uma xícara de café de garrafa com 4 ou 5 colheres de açúcar.

Não é para menos que, astutamente, a indústria do café ruim e barato o chama de café “tradicional”. Não há mentira em sua estratégia de marketing, mas há a cristalização de uma tradição arcaica, ultrapassada e sem razão de ser perpetuada.

Essa mesma tradição segue viva no preparo do espresso. Visto como mais “forte”, acaba sendo feito com muita água e pouco café. E tchau sabor! Não se consegue aproveitar o que um café tem de bom a oferecer, se não estiver bem tirado. Quando aguado, quase todos têm o mesmo gosto. Algo parececido com um chá concentrado, meio oxidado. Faça a experiência: vá a um lugar onde se sirvam bons espressos e sinta todo o gosto novo que jamais sentiu nos cafés de balcão regulares.

Vamos romper tradições! Explicarei como podemos começar:

Seja exigente com os espressos. Uma boa opção é peder 3/4 de xícara. A maior parte dos atendentes ou baristas entendem perfeitamente, ainda possa haver males-entendidos com os menos instruídos. É um risco a se assumir.

Se o café vier aguado, peça que seja tirado outro. Dificilmente isso é negado. Algumas caras de má-vontade podem vir, mas aí, basta riscar a cafeteria de sua lista. Frequente apenas as de bom atendimento. Isso tem mais poder de mudança do que pode parecer.

Converse com os atendentes sobre o café, explicando que não os quer aguados. Se apelarem para a regulagem da máquina, sugira que seja revista.

Para avaliar se o café está bem tirado, primeiro, fique atento ao gosto. Se parecer oxidado, ou seja, se tiver um gosto muito fechado e pouco agradável, com leve amargor, deve haver excesso de água e a qualidade do café não é das melhores. Quando for bom o café, mas houver muita água, a bebida estará como um chá um pouco mais forte. Você não estará tomando um espresso bom, como deveria ser.

Fisicamente, o bom espresso possui creme consistente e cor de caramelo. Isso quer dizer que houve boa extração dos óleos dos grãos, não está queimado e não está aguado. A velha maneira de se avaliar é: polvilhe o açúcar sobre a bebida e veja como os grânulos afundam. Se não houver muita resistência do creme, é mau indício.
E não se esqueça: tradições ruins devem ser rompidas!

 

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Bolsa do café de Santos – o sabor do passado

Para tomar um bom café em clima histórico, uma ótima idéia é visitar a Bolsa do Café de Santos. O museu, apesar de simples, fica numa centenária edificação, onde se negociavam as safras de café vindas do interior paulista.
O ambiente é bem-preservado, diferentemente da maior parte do patrimônio histórico do centro de Santos. Detalhes como o piso e teto adornados merecem um olhar contemplativo. O ponto alto é o saguão onde eram fechados os negócios da bolsa. O mobiliário da época, disposto em círculo, evoca as vozes dos vendedores e compradores que davam destino ao produto do suor de milhares de trabalhadores braçais.
Após o mergulho no passado, nada como se sentar em uma das mesas do “Café Museu”. Cuidadosamente mantida, a cafeteria tem belas mesas de madeira e um balcão para quem é fã de tomar café de maneira mais informal.
O atendimento é bastante bom e o cardápio de cafés e derivados é repleto de boas opções. Há 4 variedades de grãos para serem provados. Recomendo veementemente o “Sul de Minas”. Foi uma das raras vezes em que pude saborear um café verdadeiramente suave (o que geralmente é confundido com café aguado).
É possível também comprar café para preparar em casa. Moído ou em grãos.
Ao deixar a Bolsa, sugiro um passeio de bonde, que nos leva aos pontos históricos relaciondados à exportação de café, dos quais ressalto a estação ferroviária da Santos Jundiaí Raiway. A arquitetura vitoriana e a simbologia remetem intencionamelmente ao poderio britânico, exercido por longos anos sobre o Brasil.
Eis um ícone da conformação de nosso território e suas estruturas a interesses alheios aos nossos. Tudo foi construído para tornar eficiente o comércio do café, etapa do ciclo em que as elites e os estrangeiros realizavam seus altíssimos lucros, gerados sobre os lombos de animais e trabalhadores escravos ou servos.
Uma visita ao circuito cafeeiro de Santos revela-nos um paradoxo: a força que moveu nosso desenvolvimento por tantos anos, foi também aquela que nos moldou a necessidades estranhas ao nosso país. O sabor do café que ali se prova é inigualável, mas carrega consigo o gosto de um passado a ser superado.

Cafeteria do Museu:

Rua XV de Novembro, 95/01 – Centro, Santos-SP

 
 

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Cafés regionais


Para quem tem curiosidade pelos sabores característicos dos cafés brasileiros de diferentes zonas produtoras, o Café do Centro possui uma linha de cafés regionais que contempla as principais. O Café do Centro regular não é dos meus preferidos. Creio ser um bom café, mas não bate com minhas preferências. Para mim, seu sabor lembra biscoitos amanteigados. Acho-o um pouco enjoativo. Entretanto, essa linha de regionais traz cafés bem diferentes desse. É possível notar as particularidades de cada um deles, com clareza. Sugiro a experiência de provar cada um deles! Mas aproveito para fazer um alerta: você pode comprá-lo para por 80, ou por 28 reais o quilo (7,5 reais o pacote de 250 gramas em grãos)! Por absurdo que pareça, isso acontece! Como? Simples: comprando no site Cafe Store (melhor não colocar o link deles), você paga o triplo! E onde comprar? Em São Paulo, no supermercado Záfari, no Shopping Pompéia. E há motivos adicionais para isso. No primeiro caso, você estará navegando no site de uma loja que diz vender centenas de tipos de cafés, mas não o faz. Simplesmente, porque todos os melhores títulos estão sempre indisponíveis! É daquelas lojas que nos dão raiva!! Já indo ao Záfari, você conhecerá o único supermercado de São Paulo que alia organização, variedade de produtos, e preços na média. Já experimentei duas variedades. Comento brevemente as provas deles, pois escreverei comparativamente sobre todas elas. Espírito Santo: lembra o café robusta (lembrando que esse estado é o maior produtor da variedade robusta) – forte, bastante encorpado, ligeiramente amargo. Vale a pena experimentar, pois o sabor é bem característico. Mais próximo ao gosto brasileiro médio. Cerrado Mineiro: leve, corpo médio, sabor marcante. Acidez notável.

 

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Dia Mundial do CAFÉ!

Hoje é dia mundial do café! Excelente motivo para comemorar reunindo os amigos para um bom café.
Isso me faz pensar em como mudou o panorama do mercado de café no Brasil, nos últimos 5 anos.
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Publicado por em 14 de abril de 2011 em O café no Brasil

 

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Cafés pelo Brasil afora

Os cafés do Brasil
A história do café é bastante conhecida nossa, dada a sua importância no desenvolvimento econômico do país. O Brasil do café, entretanto, costuma ser associado a uma espantosa produtividade, ficando a qualidade em um plano mais obscuro.

Nos anos 1990 iniciou-se uma recuperação da qualidade do café nacional, bem como de sua prórpia imagem, mundialmente ofuscada pelo “Café de Colombia”. Minas e São Paulo tem estado na vanguarda desse processo, sendo também os estados mais lembrados como produtores de café. Entretanto, há vários outros estados produtores, inclusive de cafés de alta qualidade. Você sabe onde mais se produz bons cafés fora dos dois estados tradicionais?
Espírito Santo
É o 2º maior produtor do país, apesar de ser também o segundo menor estado brasileiro. Lá predomina a produção em pequenas propriedades familiares. O porto de Vitória facilita o escoamento da commodity. Há plantações de café em todos os muncípios do estado!
Nas regiões montanhosas é cultivado o café arábica (que antes dos anos 1960 era a única variedade encontrada no estado). O conillon (robusta) chegou nos ano 1970, totalizando 73% da produção capixaba atual.
Paraná
O café chegou a esse estado nos anos 1930. Na décade de 60 o Paraná já era o maior produtor mundial. No anos 1970 a produção passou a decair, com um brusco encolhimento a partir de 1975, quando uma grande geada dizimou a produção local. A recuperação veio apenas no anos 90, mas o crescimento foi novamente muito rápido, com forte investimento em produtividade. Hoje esse é o 4º maior produtor dentre os estados brasileiros.
A produção paranaense se concentra no norte pioneiro e no noroeste, com predomínio da agricultura familiar. As geadas já não são um obstáculo intransponível, pois há técnicas capazes de proporcionar recuperação rápida após sua ocorrência. Há fortes cooperativas e se investe muito em pesquisa nos institutos agronômicos.
Bahia
É hoje o 5º maior produtor do Brasil. Três quartos da produção é de café arábica. O cultivo começou nos anos 1970 e hoje se divide entre as regiões do Planalto, do Atlântico e do Cerrado. Na primeira há produção com colheita seletiva, com retirada apenas de grãos maduros. A agricultura familiar predomina. Já na 2ª região, a produção é de robusta, com irrigação no período de seca (início do ano). O terreno plano favorece a mecanização. Na última região, a do cerrado baiano, encontra-se a agricultura empresarial em medida equivalente à familiar. 90% da produção é exportada para a Ásia e para a Europa. Modernas técnicas de irrigação são necessárias.
Rio de Janeiro
Teve papel histórico importante, tendo sido o 1º estado a romper a exclusividade do cultivo no norte do país. No século XIX dominou a cafeicultura nacional. Com a abolição da escravatura, em 1888, a produção fluminense entrou em acentuada decadência.
Hoje o Rio é um grande produtor, mas não está entre os maiores do país, ficando atrás de estados como Rondônia, Mato Grosso e Pará.
Fonte para mais detalhes: “CUP” A revista da BSCA (Ano 1 – edição 1 -2007)

 
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Publicado por em 30 de novembro de 2010 em O café no Brasil

 

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