RSS

Arquivo da categoria: Preparo

Para aprender a preparar café de todas as maneiras possíveis.

Especialista em ser especialista

De alguma maneira, sempre me causou certo incômodo ver regras ou sugestões incisivas de especialistas em café. Tanto quanto sempre me causou algum desconforto o gosto de quase todos os cafés que provei no Brasil, na Argentina, na Itália.

Algumas das opiniões e recomendações desses especialistas viram máximas. E como podemos notar, é bem difícil ir contra a genialidade ou contra vozes aclamadas.

Demorou, mas me livrei desse desconforto, quando finalmente entendi que não aceitar como verdade, ou levantar alguma dúvida, não é sinônimo de defender oposto do que preconizam essas esses especialistas.

Mais ainda, não é tentativa de desconstrução das postulações desses graduados no assunto “café”. Ou em qualquer outro assunto.

Algumas das recentes máximas mais famosas sobre café se instalaram no imaginário gourmet como “o correto”. Quem não faz, está indo contra a opinião de quem sabe, ou seja, das autoridades no assunto, dessas que aparecem na televisão, nas revistas, nos jornais, na internet.

Ir contra significa: ser teimoso, ser ignorante, ou ser do contra. Afinal, se essas pessoas estudaram o assunto, se aparecem fazendo cafés de todas as maneiras, se dominam o vocabulário técnico, devem saber mais que os outros!

Podem saber mais sim, por terem dedicado seus investimentos a um assunto que os apreciadores comuns de café, isto é, os que gostam de tomar bons cafés, descobrir sabores novos e agradáveis, simplesmente. Mas jamais saberão mais, sobre o que eu mesmo constato com meus sentidos. Jamais saberão mais sobre mim mesmo. Não podem entender do gosto particular de cada um.

E o que é pior: não podem pretender que teorias muitas vezes bonitas, mas mal embasadas na prática assumam o papel de verdades.

É real que o gosto tanto mais é apurado, quanto mais se conhece – quanto mais nos expomos, tanto mais alargamos o universo em que desenvolvemos nosso gosto. E aí estamos falando do espectro de cada um.

Mas não se pode alegar que uma maneira de preparar café seja a melhor, independente do gosto e do espectro de cada apreciador, ou da simples experiência do curioso, explorador cujos sentidos lhes indicam um caminho claro.

Parece intuitivo que as coisas sejam assim, mas será que é mesmo? Porque seguimos vendo essas “regras de ouro” sendo divulgadas a torto e a direito. E seus proclamadores como donos de uma verdade científica provada por “a “+ “b”.

Vamos ao exemplo máximo. Regra de ouro:

“Jamais ferver a água do café”.

E seguem-se as explicações científicas:

Água fervente queima o café (não duvido);

Ferver a água tira o oxigênio dela (de onde isso sai? Ok, posso ser ignorante em química, não contestemos);

Conclusões:

Água fervente queima o café, isso altera o gosto para pior;

Água fervida tem menos oxigênio e isso altera o sabor do café para pior.

Melhor não comentar essa última.

Aí vem a “pergunta de ouro”:

Você já fez essa experiência? Usou o mesmo preparo, com os mesmo instrumentos, mesmas proporções e mesmo café, vertendo água fervente e a famosa água a 90 graus (aquele obtida quando você desliga o fogo assim que aparecem as primeiras bolhinhas)?

E então, o que aconteceu?

Eu tenho minha resposta. E você?

 

 

 

 

Anúncios
 

Tags: , , , , , , ,

Como fazer as próprias cápsulas de café

Como fazer as próprias cápsulas de café

Há algum tempo publiquei um post em que criticava a qualidade dos cafés em cápsulas do tipo NESPRESSO. Reitero e reforço a crítica!

Os cafés em cápsula têm algo de errado. E não sei o que é. Mas altera o gosto para pior. Algo semelhante a um gosto de plástico ou produtos químicos.

Hoje há muitas marcas. Mas de tanto provar e não ver nada de diferente, concluí que vale a pena fazer as próprias cápsulas! Assim, sei o que estou tomando e garanto que seja bom.

Eu havia prometido comentar o que aprendi sobre fazer as próprias cápsulas, incentivando e facilitando a vida de quem queira fazer as próprias cápsulas de café. Chegou a hora de fazer isso! Até já passou, na verdade!

Escolhido o café a ser provado, é preciso ter um kit de preparo de cápsulas.

Pode ser tanto um que contenha cápsulas de plástico e adesivos, quanto apenas os adesivos (que são vendidos separadamente, também), ou uma cápsula retornável, feita de metal ou plástico.

Usando somente os adesivos, seria preciso ter cápsulas de Nespresso, que podem ser esvaziadas e limpas (usada ou não). Então se faz o preenchimento com o café próprio, selando-a com o adesivo, com cuidado para alinhá-lo e fixá-lo bem.  Essa opção, não aconselho. Provavelmente o gosto do café original se manterá, residualmente.

Com cápsulas retornáveis, da mesma maneira, se faz o preenchimento com o café escolhido. Mas após o uso, se deve higienizá-a, com detergente e esponja, deixando-a em condições de reúso.

As metálicas podem ser usadas ilimitadamente. Já as plásticas, têm um limite, que vem indicado pelo fabricante.

Mas o melhor método, a meu ver, é usar cápsulas plásticas, com respectivos adesivos de papel laminado. Pode-se, então, comprar mais adesivos à parte, reutilizando as cápsulas algumas vezes (sugiro até 5 vezes).

Cuidados:

A moagem do café deverá ser acertada por tentativa e erro. De saída, sabemos que não pode ser muito fina, pois a água acaba não passando pelo café adequadamente, resultando em um café gotejado, amargo e muito pouco volumoso, além de poder ser prejudicial à máquina de café, por oferecer muita resistência à pressão exercida pela bomba.

Ainda que menos grave, por não prejudicar a máquina de café, uma moagem excessivamente grossa é também indesejável. O café ficará aguado e sem gosto, praticamente. Desperdiçar-se-á café, apenas! A água passará muito rapidamente.

Será caso de se encontrar o ponto certo, para cada café, entre esses dois extremos.

Ou seja: cada café terá um ponto de moagem ideal. Alguns absorvem mais água, oferecem mais resistência que outros, dependendo de sua densidade ou oleosidade.

Depende também da torra e do gosto pessoal, a moagem ideal.

Atenção: não compactar excessivamente o café dentro das cápsulas – isso poderá ter efeito equivalente ao da moagem extra fina.

Torras claras (altamente recomendado), pedem moagens um pouco mais finas, para que a água demore um pouco mais a passar. Já quem gosta de torras médias ou escuras pode jogar com a moagem, fazendo-a um pouco mais grossa, para que a bebida fique menos concentrada e com menos gosto de queimado.

É preciso ser curioso e ter espírito experimentador, para se chegar a uma bebida que agrade as próprias preferências, no caso das cápsulas de fabricação própria. 

Onde encontrar material:  ebay, Mercado Livre e similares, além de sites chineses como Ali Express. Eu prefiro os dois primeiros. Sempre é menos seguro comprar da China.

Segue link de busca no ebay, para exemplificar:

http://www.ebay.com/itm/100Pcs-Aluminum-Foils-Lids-Sticker-For-Refilling-Nespresso-Coffee-Capsule-Cups-/311678175279?hash=item489177882f:g:ZiEAAOSwMtxXs9p~

Pode-se usar termos como coffee capsule e ir refinando com plastic, aluminium, metalic. 

Agora é só escolher os próprios cafés e nada mais de gosto de plástico e/ou produtos químicos. Além de se poder escolher a própria torra, a própria moagem.

 

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Cafés do mundo, onde achá-los?

Como falávamos no post anterior, para ter acesso a cafés diferentes dos brasileiros (e são muitos), é preciso ter bastante disposição.

Primeiro porque é uma questão de ser curioso e procurar bastante. Depois, porque costuma ser caro e o risco de errar sempre acompanha.

Em São Paulo, há uma cafeteria que proporciona essa experiência: A Mirante 9 de Julho. Já falamos dela, mas lembrando: fica exatamente atrás do MASP, localizado à Avenida Paulista.

 

Nesse local, são preparados cafés do Quênia e da Etiópia, mas não sempre. São intermitentes dentre as opções de cafés especiais do dia.

Isso porque os donos da cafeteria não podem fazer importação regular, devido aos altos custos. Então, apenas trabalham com o que podem trazer de viagens ao exterior.

Sim, os cafés africanos não são trazidos da África. Tampouco os colombianos, geralmente, vêm da Colômbia. São comercializados em cafeterias e torrefadores da Europa Ocidental (Alemanha, Inglaterra, Itália, Holanda etc, sobretudo), e dos Estados Unidos (neste país são abundantes e espalhadas pelo território).

Para quem quiser tentar comprar em um desses países, aqui vão algumas dicas:

a.procurar a cafeteria ou a torrefadora em sites de busca.

b. verificar se faz a eleita faz entregas internacionais.

c. se o Brasil é contemplado entre os destinos com eles trabalham (neste passo boa parte acaba eliminada).

d. se passou pelos passos anteriores com respostas positivas, verificar se o preço do frete é viável.

e. fazer contato com o estabelecimento e verificar cuidadosamente o procedimento, caso pelo site reste alguma dúvida, por mínima que seja.

f. fazer a compra e usar cartão de crédito ou o sistema paypal para o pagamento, sendo este último o mais aceito (para usá-lo é preciso ter uma conta particular).

g. preparar-se para uma espera que será, no melhor caso, de 2 semanas.

h. pagar impostos de importação de 100 a 110%, caso a encomenda seja retida pela Receita Federal (retida não significa presa, mas sim, triada e selecionada).

Se vier por correios, em geral se recebe um aviso no endereço informado durante a compra, pelo qual se paga 12 reais. Em poder do aviso, se vai à agência nele discriminado e se paga o imposto, para então, retirar a encomenda.

Se vier por sistemas porta-á-porta, como FEDEX, por exemplo, o imposto pode ser pago quando do recebimento em casa, junto à própria empresa de frete.

UFA!!!!!

Detalhe importante: para pequenas quantidades, não costuma haver grandes problemas com a entrega, sendo até possível que não ocorra o taxamento pela Receita Federal.

Para grandes quantidades, pode haver retenção e até mesmo a necessidade de se trabalhar com um despachante aduaneiro para o desembaraço!

Dicas para se ter um excelente café, após essa maratona lamentável de burocracia:

  1. Os cafés do Quênia são quase sempre muito bons e muito diferentes dos nossos. Se puder, escolha um deles!
  2. Sempre se certifique de a torra do café ser clara, ou no máximo média (não recomendo, no entanto – vide posts sobre torras).
  3. Peça ao vendedor para trabalhar com cafés recém-torrados.

 

Torras escuras tornam todos os cafés iguais, podendo tornar bastante inútil essa epopéia.

Torras velhas podem comprometer muito o sabor do café, sobretudo porque o tempo que leva para chegar à sua xícara não é curto!

 

Boa sorte, você vai precisar dela também!

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 30 de outubro de 2016 em Cafés estrangeiros, Preparo

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Brasil = Cuba do café

É de conhecimento geral que o Brasil é um dos países mais protecionistas do mundo, e no que diz respeito ao café isso é especialmente aberrativo.

Você que está lendo, já degustou um café colombiano no Brasil? Ou conhece alguém que já o tenha feito?

Estamos falando de um país fronteiriço, um dos mais famosos produtores de café, mundialmente conhecido por isso, a Colômbia!

Se você já pode provar um café colombiano, provavelmente, foi por ter sido trazido por algum conhecido que viajou a outro país, e não própria Colômbia, uma vez que os cafés deles são exportados e encontrados no mundo todo. Menos no Brasil!

E o que dizer dos cafés africanos ou da Oceania? Da América Central? Nem pensar em saboreá-los por aqui.

Mas o Brasil não tem os melhores cafés do mundo?

O Brasil não é o maior produtor de café do mundo?

“Sim” é a resposta para ambas as perguntas, “pero no mucho” como diria a caricatura do argentino!

O Brasil tem excelentes cafés, mas isso é estar entre os melhores e não ser monopolista deles. Além disso, cada um tem um gosto! Por que não posso preferir um café da Guatemala a um excelente café de Pinhais?

Somos sim os maiores produtores – predominantemente de robusta, com ênfase no baixíssimo preço e no alto volume. Produzimos também muito café arábica, mas isso é recente e boa parte do  produzido nem chega para o consumidor interno.

Enfim, vivemos numa espécie de Cuba do café: nada de fora pode entrar, seja como for e quanto houver do produto nacional!!

Atualmente até se encontra café importado em alguns mercados brasileiros, ainda que em pouca variedade e a preços não muito convidativos (esse aspecto só não é pior, porque o nacional consegue ser tão caro que os preços são comparáveis).

Café importado se encontra, em São Paulo: na rede San Marché e no Empório Santa Luzia.

Todos, porém, industriais, de qualidade mediana ou baixa, em torras escuras e nada frescas.

Uma das razões mais óbvias para isso é: o imposto de importação para esse produto varia de 100 (isso mesmo, cem!) a 110% sobre o preço total, que inclui o do frete!

Mas não é impossível provar, no Brasil, cafés verdadeiramente diferentes e saborosos do mundo afora. Logo mais, falo disso!

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 30 de outubro de 2016 em Cafés estrangeiros, Preparo

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

Cafés de cápsula – decepção e solução.

Cafés de cápsula – decepção e solução.

Sendo bem direto: nenhum café de cápsula é bom!

Não afirmo isso gratuitamente ou com base no mero gosto pessoal.

Experimentei inúmeros cafés disponíveis em cápsulas, compatíveis com Nespresso. E independentemente da marca, do tipo de cápsula, da torra ou da embalagem, todos, sem exceção, possuem um gosto em comum.

Ainda que haja variação, dependendo da qualidade do café, todos eles apresentam um gosto de fundo em comum. Algo que lembra produtos sintéticos, um pouco amargo e seco, e que se sobrepõe ao sabor original do café.

Sinceramente, não sei o que causa isso.

Suponho que seja alguma espécie de conservante. Ou algo relativo ao processo de produção, que seja usado por todas as marcas.

Rótulos diferentes, bonitos, embalagens elaboradas, e nada disso exclui o tal gosto ruim de fundo.

As cápsulas originais da Nespresso apresentam o mesmo problema. Além de serem elas, na maior parte das vezes, de torra excessivamente escura (mesmo as que se vendem como suaves). Por isso, são quase todos bastante amargos.

A única maneira que encontrei para escapar desse gosto terrível dos cafés de cápsula foi: produzir minhas próprias cápsulas.

Isso mesmo! Adquirindo um kit, comprado no E-BAY, ou no Mercadolivre.

O resultado é café expresso fresquinho e com o gosto do café que uso, sem aquele gosto de fundo que desanima qualquer apreciador.

Proximamente falarei de como fabricar as próprias cápsulas.

 

 

 
7 Comentários

Publicado por em 23 de março de 2016 em Para tomar café, Preparo

 

Tags: , , ,

Prensa Francesa

A ferramenta de fazer café que mais desperta curiosidade. Assim posso definir, com segurança, a prensa francesa.

Aqui neste blog, um post dos mais antigos dentre todos, sobre ela, é até hoje um dos mais acessados.

Nada melhor, então, que voltar a falar desse método de preparo!

Trata-se de uma jarrinha cilíndrica e um êmbolo metálico. A prensa parece uma adaptação feita com base em seringas médicas. O princípio guarda semelhança, e ao mesmo tempo, tem uma diferença essencial.

O êmbolo da prensa é vazado, e, em vez de comprimir o líquido para que saia por um orifício, como veremos ser o caso a Aeropress, ele o comprime para separar a bebida preparada por infusão dos grânulos de café.

O uso da prensa é simples, mas não tanto quanto parece! Segue um passo-a-passo:

  1. Usando café em moagem grossa, verter a quantidade desejada (de acordo com o gosto do apreciador – a definição da quantidade deve ser obtida por tentativa e erro).
  2. Verter sobre o café, água fervente (sim, fervente – com o tempo constatei que para produzir boa infusão, água semi-fervente não é adequada).

  3. Misturar com  uma colher. Observe a formação de creme – quanto mais espesso, melhor, mas se muito escuro, deverá estar havendo sobre-extração (a bebida ficará bastante forte, mas isso poderá agradar a alguns).

  4. Após cerca de 2 minutos, comprimir a bebida com o êmbolo, empurrando-o contra o fundo do recipiente, até chegar ao fundo. Deve-se fazer isso gentilmente, pois muita força e muita rapidez farão com que grânulos de café vazem pelas beiradas do filtro metálico. É preciso dar tempo de a água ir passando pelo filtro sem forçá-lo em excesso.

  5. Servir a bebida segurando a prensa pela alça e usando o a outra mão, ou o polegar da mesma mão (se a escala permitir) para manter o filtro encostado no fundo, comprimindo o café separado da infusão, me maneira a evitar que vaze para a bebida.

A primeira xícara conterá algum creme, pois o filtro metálico permite a passagem de parte do creme formado pela infusão à bebida. Lembrando sempre que café com creme, de verdade, somente o espresso.

Vantagens da prensa:

Praticidade, café com um pouco de creme, e a principal: intensidade do sabor. Podemos pensar como vantagem, também, na plasticidade do preparo com a prensa – é um instrumento bonito, engenhoso e que favorece o ritualismo do preparo do café.

Desvantagens da prensa:

Os bons modelos são caros. E a principal: dificuldade em obter café na moagem adequada. Há de se ter moedor, ou comprar café moído em cafeterias, ou pela internet, com moagem para prensa.

Entretanto, não é fácil moer café de maneira que fique totalmente adequado à prensa, pois a maior parte dos aparelhos não proporciona uma moagem suficientemente uniforme. Isso é, entre os grânulos grandes haverá grânulos bem menores, que poderão passar pelo filtro da prensa. A bebida poderá parecer conter pó em excesso – a bebida poderá se assemelhar a um café árabe.

A depender do gosto do apreciador, isso incomoda ou não.

Abaixo, dois modelos de prensa que considero muito bons.

Prensa Francesa Starbucks

Prensa Francesa Starbucks

Prensa Francesa Bialetti

Prensa Francesa Bialetti

 
6 Comentários

Publicado por em 26 de junho de 2015 em Ferramentas de preparo, Preparo

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

O café espresso

cafe bem tirado

O mais famoso dos cafés ao redor do mundo.

É certamente esse o método de preparo de café que aproveita de maneira mais completa as características de sabor dos grãos. Além disso, só no espresso podemos desfrutar de espessa camada de creme, resultado de compostos oleosos do café.

Todos os outros métodos têm como efeito colateral a retenção do creme, antes que ele possa cair em nossas xícaras. Com honrosa exceção parcial à prensa francesa, que por ter filtro metálico (ele não absorve o creme, nem o retém completamente) permite a passagem de creme à xícara. Ainda assim, temos uma retenção parcial, que não deixa com que possamos chegar à excelência do espresso, quanto a esse aspecto.

O espresso, no entanto, é o método mais complexo e mais dependente de aparelhos pesados, grandes e caros. Ficamos também, na dependência de eletricidade para preparar um espresso (não que esse seja um problema).

Quando pensamos em métodos caseiros, esse é o único a poder ser considerado adaptado, da escala comercial para a escala doméstica – as máquinas caseiras de espresso são bastante resumidas, se assim podemos dizer, com relação àquelas que se usam nas cafeterias. Funcionam pelo mesmo princípio, mas por questões de escala, não produzem a mesma pressão que as máquinas profissionais.

Todos os outros métodos são adaptados no sentido oposto: do doméstico para a escala comercial. Mas isso não implica em perda intransponível da qualidade da bebida. Pelo contrário – podemos produzir excelentes bebidas em máquinas de espresso domésticas. Apenas não teremos a rapidez das máquinas de cafeterias, muito menos a regularidade delas.

As máquinas de espresso domésticas são bastante sensíveis à habilidade do barista doméstico – como não possuem regulagens fixas, é preciso padronizar quantidades e variáveis qualitativas, como qualidade dos grãos e moagem deles. Cada máquina chegará ao resultado preferido do apreciador com um padrão específico das variáveis mencionadas acima.

A boa nova é que as máquinas domésticas de espresso estão cada vez menos caras no Brasil. Infelizmente, a variedade ainda está longe de ser a que encontramos em mercados livres de intrusão do Estado, como o estadonidense. Aqui, no entanto, encontramos máquinas a partir de 300 reais.

As máquinas de espresso funcionam com compressão da água aquecida sobre o pó de café. Um compressor faz esse trabalho para que haja a extração da bebida. Ou seja, a passagem da água pelo café é forçada (e bastante!), o que, naturalmente,  proporciona uma bebida repleta de sabor, encorpada, cremosa e aromática.

O café é acomodado sobre um filtro metálico, que não retém nada além da parte sólida, que são os grânulos. Todo o restante que resulta da infusão é separado e sai por um orifício no porta-filtro. E o resultado é o cafezinho espresso!

Vale ressaltar que por esse  método fica escancarada a qualidade do café escolhido. São indicados, fortemente, os bons cafés da variedade arábica, comumente chamados de cafés gourmets. E mesmo dentre esses, há que se fazer uma boa seleção.

O espresso bem tirado é encorpado, tem creme consistente e não sai queimado, o que se pode atestar pela cor do creme (se muito escuro, está queimado). Creme ralo e em forma de aro que acompanha as paredes da xícara, indica café aguado, de má qualidade, moagem excessivamente grossa, ou má extração, simplesmente.

É extremamente frequente a confusão entre café expresso e café forte (no sentido de possuir muita cafeína e ser o mais adequado para despertar os ânimos). Mas espresso não significa ser mais carregado de cafeína.

Logicamente, a quantidade de cafeína depende de mais de uma variável (característica do café escolhido, tempo de extração). Mas sabemos que a cafeína é hidrossolúvel. Portanto, quanto mais longa for a infusão (respeitando o limite da saturação, claro), maior a proporção de cafeína por mililitro. Isso é, um café coado, apesar de bem menos denso e de gosto mais suave, poderá conter mais cafeína que a mesma quantidade de bebida, adequadamente preparada, em espresso.

La Simonelli Música - sonho de consumo. A semi-profissional que cabe em casa

La Simonelli Música – sonho de consumo.
A semi-profissional que cabe em casa.

Existem máquinas de expresso manuais, também. Nessas o café é extraído com força braçal, e não por meio de um compressor elétrico. Mas trata-se de uma aparelhagem tão rara, quanto cara. Para que quem mora em São Paulo, há a possibilidade de ver uma dessas na cafeteria da Livraria Martins Fontes, na Avenida Paulista. Só não se pode tomar um café feito nela, pois é usada como decorativa (um subaproveitamento, a meu ver).

De Longhi Dedica - a doméstica mais compacta

De Longhi Dedica – a doméstica mais compacta.

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

 
Brasilagro

Brasil Agribusiness News - Brasil Agronegócios

Hearts and Minds

O que não muda é que tudo muda.

Tom Fernandes

"‎Quando eu era menino, todos me chamavam de mentiroso. Agora eu sou adulto, e me chamam de escritor." Isaac Bashevis Singer

Kelly Cristina

A única fonte de felicidade está dentro de nós mesmos, e deve ser repartida. Repartir as alegrias é como espalhar perfume sobre os outros: sempre algumas gotas acabam caindo sobre nós mesmos. Sou apaixonada pela minha familia e pelo meu trabalho, sei que a cada dia eu tenho a oportunidade de aprender um pouco mais.

Juliana Lima

Tudo para quem não vive sem um bom café! A gastronomia do café. O preparo do café - coador, prensa francesa, café espresso, café expresso, máquinas de café, café em grãos, xícaras, chávenas, colombian coffee, brazilian coffee

Seu Dinheiro na Internet

Ganhe Dinheiro na Internet sem vender sua alma.

O Mochileiro

Mochila, cultura e experiência.

IMPRESSIONARE (21)99584-4658 (21)3627-5431

Orçamentos: contato.impressionare@gmail.com

Paulo Junior's Blog

"As dificuldades devem ser usadas para crescer, não para desencorajar. O espírito humano cresce mais forte no conflito.” (William Ellery Channing)

CB - CARLOS BESSA ASSESSORIA E VENDAS

vendas; setor moveleiro; mobiliário; treinamento; gestão de vendas; representação

jsazevedoja

Este site WordPress.com é supimpa

Nádia Jung

Porque às vezes as palavras têm de dar lugar ao silêncio, porque às vezes só um gesto inconsciente pode provocar a captura do inexplicável, porque o olho sabe antes que a mente, porque a fotografia é necessária na minha vida ...

Café Etrusca

Café, café de especialidad, café gourmet, insumos para cafetería, maquinaria para cafeterías, mobiliario para cafeterías, barista champ

Desenvolvendo ABAP/4

Just another WordPress.com weblog

tmenegatti

Thiago Menegatti

Dedo-no-zoio

Por que o mundo é dos espertos!

%d blogueiros gostam disto: