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Arquivo da categoria: Ferramentas de preparo

Cafeteiras, moedores, xícaras, filtros, french press. Dicas sobre todos os aparatos usados para preparar café.

Como fazer as próprias cápsulas de café

Como fazer as próprias cápsulas de café

Há algum tempo publiquei um post em que criticava a qualidade dos cafés em cápsulas do tipo NESPRESSO. Reitero e reforço a crítica!

Os cafés em cápsula têm algo de errado. E não sei o que é. Mas altera o gosto para pior. Algo semelhante a um gosto de plástico ou produtos químicos.

Hoje há muitas marcas. Mas de tanto provar e não ver nada de diferente, concluí que vale a pena fazer as próprias cápsulas! Assim, sei o que estou tomando e garanto que seja bom.

Eu havia prometido comentar o que aprendi sobre fazer as próprias cápsulas, incentivando e facilitando a vida de quem queira fazer as próprias cápsulas de café. Chegou a hora de fazer isso! Até já passou, na verdade!

Escolhido o café a ser provado, é preciso ter um kit de preparo de cápsulas.

Pode ser tanto um que contenha cápsulas de plástico e adesivos, quanto apenas os adesivos (que são vendidos separadamente, também), ou uma cápsula retornável, feita de metal ou plástico.

Usando somente os adesivos, seria preciso ter cápsulas de Nespresso, que podem ser esvaziadas e limpas (usada ou não). Então se faz o preenchimento com o café próprio, selando-a com o adesivo, com cuidado para alinhá-lo e fixá-lo bem.  Essa opção, não aconselho. Provavelmente o gosto do café original se manterá, residualmente.

Com cápsulas retornáveis, da mesma maneira, se faz o preenchimento com o café escolhido. Mas após o uso, se deve higienizá-a, com detergente e esponja, deixando-a em condições de reúso.

As metálicas podem ser usadas ilimitadamente. Já as plásticas, têm um limite, que vem indicado pelo fabricante.

Mas o melhor método, a meu ver, é usar cápsulas plásticas, com respectivos adesivos de papel laminado. Pode-se, então, comprar mais adesivos à parte, reutilizando as cápsulas algumas vezes (sugiro até 5 vezes).

Cuidados:

A moagem do café deverá ser acertada por tentativa e erro. De saída, sabemos que não pode ser muito fina, pois a água acaba não passando pelo café adequadamente, resultando em um café gotejado, amargo e muito pouco volumoso, além de poder ser prejudicial à máquina de café, por oferecer muita resistência à pressão exercida pela bomba.

Ainda que menos grave, por não prejudicar a máquina de café, uma moagem excessivamente grossa é também indesejável. O café ficará aguado e sem gosto, praticamente. Desperdiçar-se-á café, apenas! A água passará muito rapidamente.

Será caso de se encontrar o ponto certo, para cada café, entre esses dois extremos.

Ou seja: cada café terá um ponto de moagem ideal. Alguns absorvem mais água, oferecem mais resistência que outros, dependendo de sua densidade ou oleosidade.

Depende também da torra e do gosto pessoal, a moagem ideal.

Atenção: não compactar excessivamente o café dentro das cápsulas – isso poderá ter efeito equivalente ao da moagem extra fina.

Torras claras (altamente recomendado), pedem moagens um pouco mais finas, para que a água demore um pouco mais a passar. Já quem gosta de torras médias ou escuras pode jogar com a moagem, fazendo-a um pouco mais grossa, para que a bebida fique menos concentrada e com menos gosto de queimado.

É preciso ser curioso e ter espírito experimentador, para se chegar a uma bebida que agrade as próprias preferências, no caso das cápsulas de fabricação própria. 

Onde encontrar material:  ebay, Mercado Livre e similares, além de sites chineses como Ali Express. Eu prefiro os dois primeiros. Sempre é menos seguro comprar da China.

Segue link de busca no ebay, para exemplificar:

http://www.ebay.com/itm/100Pcs-Aluminum-Foils-Lids-Sticker-For-Refilling-Nespresso-Coffee-Capsule-Cups-/311678175279?hash=item489177882f:g:ZiEAAOSwMtxXs9p~

Pode-se usar termos como coffee capsule e ir refinando com plastic, aluminium, metalic. 

Agora é só escolher os próprios cafés e nada mais de gosto de plástico e/ou produtos químicos. Além de se poder escolher a própria torra, a própria moagem.

 

 

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Prensa Francesa

A ferramenta de fazer café que mais desperta curiosidade. Assim posso definir, com segurança, a prensa francesa.

Aqui neste blog, um post dos mais antigos dentre todos, sobre ela, é até hoje um dos mais acessados.

Nada melhor, então, que voltar a falar desse método de preparo!

Trata-se de uma jarrinha cilíndrica e um êmbolo metálico. A prensa parece uma adaptação feita com base em seringas médicas. O princípio guarda semelhança, e ao mesmo tempo, tem uma diferença essencial.

O êmbolo da prensa é vazado, e, em vez de comprimir o líquido para que saia por um orifício, como veremos ser o caso a Aeropress, ele o comprime para separar a bebida preparada por infusão dos grânulos de café.

O uso da prensa é simples, mas não tanto quanto parece! Segue um passo-a-passo:

  1. Usando café em moagem grossa, verter a quantidade desejada (de acordo com o gosto do apreciador – a definição da quantidade deve ser obtida por tentativa e erro).
  2. Verter sobre o café, água fervente (sim, fervente – com o tempo constatei que para produzir boa infusão, água semi-fervente não é adequada).

  3. Misturar com  uma colher. Observe a formação de creme – quanto mais espesso, melhor, mas se muito escuro, deverá estar havendo sobre-extração (a bebida ficará bastante forte, mas isso poderá agradar a alguns).

  4. Após cerca de 2 minutos, comprimir a bebida com o êmbolo, empurrando-o contra o fundo do recipiente, até chegar ao fundo. Deve-se fazer isso gentilmente, pois muita força e muita rapidez farão com que grânulos de café vazem pelas beiradas do filtro metálico. É preciso dar tempo de a água ir passando pelo filtro sem forçá-lo em excesso.

  5. Servir a bebida segurando a prensa pela alça e usando o a outra mão, ou o polegar da mesma mão (se a escala permitir) para manter o filtro encostado no fundo, comprimindo o café separado da infusão, me maneira a evitar que vaze para a bebida.

A primeira xícara conterá algum creme, pois o filtro metálico permite a passagem de parte do creme formado pela infusão à bebida. Lembrando sempre que café com creme, de verdade, somente o espresso.

Vantagens da prensa:

Praticidade, café com um pouco de creme, e a principal: intensidade do sabor. Podemos pensar como vantagem, também, na plasticidade do preparo com a prensa – é um instrumento bonito, engenhoso e que favorece o ritualismo do preparo do café.

Desvantagens da prensa:

Os bons modelos são caros. E a principal: dificuldade em obter café na moagem adequada. Há de se ter moedor, ou comprar café moído em cafeterias, ou pela internet, com moagem para prensa.

Entretanto, não é fácil moer café de maneira que fique totalmente adequado à prensa, pois a maior parte dos aparelhos não proporciona uma moagem suficientemente uniforme. Isso é, entre os grânulos grandes haverá grânulos bem menores, que poderão passar pelo filtro da prensa. A bebida poderá parecer conter pó em excesso – a bebida poderá se assemelhar a um café árabe.

A depender do gosto do apreciador, isso incomoda ou não.

Abaixo, dois modelos de prensa que considero muito bons.

Prensa Francesa Starbucks

Prensa Francesa Starbucks

Prensa Francesa Bialetti

Prensa Francesa Bialetti

 
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Publicado por em 26 de junho de 2015 em Ferramentas de preparo, Preparo

 

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O café espresso

cafe bem tirado

O mais famoso dos cafés ao redor do mundo.

É certamente esse o método de preparo de café que aproveita de maneira mais completa as características de sabor dos grãos. Além disso, só no espresso podemos desfrutar de espessa camada de creme, resultado de compostos oleosos do café.

Todos os outros métodos têm como efeito colateral a retenção do creme, antes que ele possa cair em nossas xícaras. Com honrosa exceção parcial à prensa francesa, que por ter filtro metálico (ele não absorve o creme, nem o retém completamente) permite a passagem de creme à xícara. Ainda assim, temos uma retenção parcial, que não deixa com que possamos chegar à excelência do espresso, quanto a esse aspecto.

O espresso, no entanto, é o método mais complexo e mais dependente de aparelhos pesados, grandes e caros. Ficamos também, na dependência de eletricidade para preparar um espresso (não que esse seja um problema).

Quando pensamos em métodos caseiros, esse é o único a poder ser considerado adaptado, da escala comercial para a escala doméstica – as máquinas caseiras de espresso são bastante resumidas, se assim podemos dizer, com relação àquelas que se usam nas cafeterias. Funcionam pelo mesmo princípio, mas por questões de escala, não produzem a mesma pressão que as máquinas profissionais.

Todos os outros métodos são adaptados no sentido oposto: do doméstico para a escala comercial. Mas isso não implica em perda intransponível da qualidade da bebida. Pelo contrário – podemos produzir excelentes bebidas em máquinas de espresso domésticas. Apenas não teremos a rapidez das máquinas de cafeterias, muito menos a regularidade delas.

As máquinas de espresso domésticas são bastante sensíveis à habilidade do barista doméstico – como não possuem regulagens fixas, é preciso padronizar quantidades e variáveis qualitativas, como qualidade dos grãos e moagem deles. Cada máquina chegará ao resultado preferido do apreciador com um padrão específico das variáveis mencionadas acima.

A boa nova é que as máquinas domésticas de espresso estão cada vez menos caras no Brasil. Infelizmente, a variedade ainda está longe de ser a que encontramos em mercados livres de intrusão do Estado, como o estadonidense. Aqui, no entanto, encontramos máquinas a partir de 300 reais.

As máquinas de espresso funcionam com compressão da água aquecida sobre o pó de café. Um compressor faz esse trabalho para que haja a extração da bebida. Ou seja, a passagem da água pelo café é forçada (e bastante!), o que, naturalmente,  proporciona uma bebida repleta de sabor, encorpada, cremosa e aromática.

O café é acomodado sobre um filtro metálico, que não retém nada além da parte sólida, que são os grânulos. Todo o restante que resulta da infusão é separado e sai por um orifício no porta-filtro. E o resultado é o cafezinho espresso!

Vale ressaltar que por esse  método fica escancarada a qualidade do café escolhido. São indicados, fortemente, os bons cafés da variedade arábica, comumente chamados de cafés gourmets. E mesmo dentre esses, há que se fazer uma boa seleção.

O espresso bem tirado é encorpado, tem creme consistente e não sai queimado, o que se pode atestar pela cor do creme (se muito escuro, está queimado). Creme ralo e em forma de aro que acompanha as paredes da xícara, indica café aguado, de má qualidade, moagem excessivamente grossa, ou má extração, simplesmente.

É extremamente frequente a confusão entre café expresso e café forte (no sentido de possuir muita cafeína e ser o mais adequado para despertar os ânimos). Mas espresso não significa ser mais carregado de cafeína.

Logicamente, a quantidade de cafeína depende de mais de uma variável (característica do café escolhido, tempo de extração). Mas sabemos que a cafeína é hidrossolúvel. Portanto, quanto mais longa for a infusão (respeitando o limite da saturação, claro), maior a proporção de cafeína por mililitro. Isso é, um café coado, apesar de bem menos denso e de gosto mais suave, poderá conter mais cafeína que a mesma quantidade de bebida, adequadamente preparada, em espresso.

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Existem máquinas de expresso manuais, também. Nessas o café é extraído com força braçal, e não por meio de um compressor elétrico. Mas trata-se de uma aparelhagem tão rara, quanto cara. Para que quem mora em São Paulo, há a possibilidade de ver uma dessas na cafeteria da Livraria Martins Fontes, na Avenida Paulista. Só não se pode tomar um café feito nela, pois é usada como decorativa (um subaproveitamento, a meu ver).

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Filtragem – café de coador

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A filtragem é o método que produz o popular café de coador. Assim se faz o chamado café tradicional do Brasil.

Café Tradicional pode ser entendido de duas maneiras: como o mais popular e mais antigo, ou, um café, frequentemente, de baixa qualidade.

A tradição foi evocada para rotular o café produzido com a variedade robusta, de qualidade mais baixa que a arábica, como podemos perceber. Ela produz bebidas mais amargas, encorpadas e com altos teores de cafeína. Como a história relacionada a esse café era ponto positivo, único, mas forte, foi evocada para impulsionar as vendas.

Não obstante a associação quase instantânea entre café tradicional  e coadores, tem havido algumas novidades com relação a esse método, que serve para o preparo de ótimos cafés também!

Atualmente, há uma variedade razoável de tipos de filtros disponíveis no mercado. Até 10 anos atrás, não se achariam mais que os filtros de papel e os de tecido. Já agora, achamos os de nilon, os de tecido, feitos para monodoses, os de papel reciclado, e até os caros e requintados filtros Hario, feitos para o coador com ranhuras de turbilhonamento.

O mais prático, a meu ver, é o de nilon, pois pode-se usá-lo várias vezes, sem que reste gosto de cafés anteriores no filtro. Para isso, basta lavá-lo com detergente e água abundante (essa parte relativizamos no caso de São Paulo, onde água é artigo em extinção).

Os filtros de papel são práticos por serem descartáveis, mas isso implica em maior desperdício de recursos.Além disso, o gosto do papel pode ser nitidamente sentido na bebida preparada com cafés gourmet. Para evita-lo, pode-se passar um pouco de água fervente por ele antes do uso.

Os filtros de tecido podem ser usados da mesma maneira que os de nilon, mas ao longo do tempo acumulam resíduos, mesmo se lavados com detergente e água. Gasta-se mais água para higienizá-los e o resultado não é tão bom. É um filtro mais difícil de ser manejado.

A filtragem produz uma bebida mais suave que outros métodos, como o espresso, mas relativizo essa característica, uma vez que tudo vai da quantidade, e sobretudo, da qualidade do café utilizado.

Uma desvantagem universal desse método é o maior consumo da matéria prima principal, o café. Entretanto, isso não costuma ser levado em conta quando se trabalha com cafés tradicionais, bastante baratos e usados em menor dosagem, já que têm sempre gosto intenso (intensamente amargo e queimado, contrabalançados por açúcar em abundância). Podem eles ser mais diluídos.

Para quem gosta de bons cafés, da variedade arábica, o gasto de café é bastante grande, o que pesa contra o método. Quando passei a usar regularmente outros métodos, como a aeropress (a ser abordado em futuro post), mesurei bem a diferença no gasto de café. Lembrando, que os melhores cafés são significativamente mais caros e raro no mercado.

Outra desvantagem, a meu ver, é que os filtros retém todo o creme produzido pelo café. Nada dele passar para a xícara. É o oposto do espresso.

A filtragem é mais apropriada, na verdade, para quem precisa produzir bebida em abundância, já que os melhores resultados são obtidos quando se usa muito pó e muita água (quanto mais água, maior a pressão gerada sobre o pó, e maior a extração de gosto).

É ela ideal para o famigerado café americano, que costuma ser preparado em cafeteiras elétricas de grande volume (para quem mora em São Paulo, reparar nas enormes cafeteiras do Starbucks). E a cafeteira elétrica nada mais é do que um grande coador.

Como mencionamos acima a linha Hario, cabe destacar que a marca trabalha intensamente o método da filtragem. Possui diversos tipos de porta-filtros e os filtros correspondentes. Há um que possui ranhuras em forma de espiral, feitas para gerar um turbilhonamento quando da passagem da água quente. Com isso velocidade de passagem aumentaria, diminuindo a exposição do pó à água. Teríamos então uma bebida mais livre de cafeína, que é hidrossolúvel.

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Não consigo constatar tanta diferença, mas podemos dizer que o café fica pronto mais rapidamente! Além de ser agradável manusear ferramentas de alta qualidade.

Ao lado, esquema da filtragem proposta pela Hario.

 

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Truques de café de coador (filtrado)

Quando se lida com o chamado café tradicional, o modo de preparo acaba sendo um fator de baixa importância, já que a bebida terá, invariavelmente um gosto monolítico, bruto e fechado. Predominará o amargor e o sabor de comida queimada.

Já quando se lida com café gourmet, a história será toda outra: a complexidade, suavidade e riqueza do sabor pode ser muito influenciada pela maneira de preparo da bebida. E por esse motivo, alguns pequenos truques podem nos salvar da frustração do desencontro com o sabor esperado.

Vamos diretamente para o modo mais popular, disparado: a filtragem, ou café de coador.

1. Se usar filtro de tecido: algum gosto de pano será inevitável. Mas isso se minimiza lavando o tecido previamente com água fervente. Após o uso, lavar novamente, deixar secar, para depois guarda-lo. Sugiro não usar o mesmo filtro por mais de quinze dias.

2. Filtro de papel: lavá-lo com um pouco de água quente logo antes do uso.

Em ambos os casos, na hora do preparo: verter um pouco de água sobre o pó colocado no filtro, de maneira a umedecer todo ele. Esperar alguns segundos, e só então, verter toda a água restante, de maneira a colocar o máximo possível de água de uma vez só. De outra forma, nem todo o pó entra em contato com a água!

Se preferir um café suave e com menos cafeína possível, desprezar o final da água que fica no filtro. É essa a água que terá ficado mais exposta  ao café, e portanto, mais impregnada de cafeína, que é hidrossolúvel.

3. Usar a proporção água/café de acordo com o café escolhido. Para se chegar a que mais agrade a nosso gosto, é preciso testar algumas vezes. Um bom indício de bebida boa é que a espuma que se forma sobre a água do filtro esteja espessa, e cor de caramelo. Se ficar muito fina e branca, teremos um chafé, o que pode ser do gosto de alguns.

4. Não ferver a água, mas quase fervê-la! Começou a observar bolhas na água, espere bem pouco, e quando elas estiverem já aumentando de tamanho, é hora de apagar o fogo. Encostando a mão no cabo ou alça do bule, sentir-se-á que vibra, quando começa a ebulição. Vibrou, é hora de desligar!

O truque final é escaldar todos os recipientes que receberão a bebida!

Com essas artimanhas, é café bom na certa!

 

Tipos de cafeteira – encontre seu preferido!

“Um cafezinho, por favor?” Para muita gente essa é a alegria do dia. Um bom café é sempre bem-vindo na mesa dos brasileiros – claro que acompanhado de amigos e um bom papo. Tem quem não dispense uma xícara por apreciar o aroma e o sabor da bebida. Há quem acredite que ela revigore o corpo.

 

Existe uma infinidade de modelos de cafeteiras no mercado. Mas para tantas opções, será que realmente existem diferenças? Sim, a começar pelo seu gosto. Antes de escolher algum produto, é sempre bom olhar as especificações. Gosta de café mais suave ou mais forte? Assim você poderá identificar qual a máquina e o modo de preparo que se encaixam no seu perfil. Para simplificar essa tarefa, a equipe do Magazine Luiza separou algumas dicas para você. Confira!

 

Quais os modelos?

São tantos tipos que ficamos em dúvida na hora de escolher. Temos a cafeteira tradicional (elétrica, que exige um filtro de pano ou papel e é das mais usadas), cafeteira espresso (que se popularizou nos últimos anos), cafeteira italiana, French Press e até as mais práticas, como a Aeropress e Handpress. Vamos explicar a diferença de cada uma delas e logo você saberá qual faz mais o seu gênero.

 

Cafeteira elétrica

Sim, esta é a mais encontrada nas casas e nos escritórios de todo o Brasil. Para quem consome uma grande quantidade de café diariamente e precisa de algo mais prático para fazer um cafezinho, este modelo é ideal. Usa-se apenas pó de café, água e filtro de papel ou pano. Algumas produzem 2 xícaras e há outras que chegam a preparar 32 xícaras com a quantidade de água que cabe no reservatório. Uma maravilha, não é? Em apenas alguns minutos, o café está prontinho para ser servido.

 

Muitas cafeteiras elétricas disponíveis no mercado possuem recursos incríveis, que facilitam a vida do usuário, como a função corta-pingos, colher para dosagem e placa aquecedora. O primeiro recurso consiste literalmente em acabar de vez com aqueles pinguinhos que insistem em cair ao coar o café, sem risco de danificar o aparelho ou até mesmo queimar a mão do usuário. A colher de dosagem é um ótimo acessório para medir a quantidade ideal de pó. Já a placa aquecedora, que já está em muitos modelos, mantém o cafezinho aquecido.

 

Cafeteira espresso

Tem cada modelo lindo que só de olhar dá vontade de comprar todos! Essa vai bem para os apreciadores de café mais encorpado, que esperam um cafezinho especial, com mais sabor e aroma. O preparo é eficiente, rápido e prático. Se você gosta de experimentar novos sabores, com esta aqui não tem erro.

 

A máquina espresso permite que o usuário utilize-se de várias formas para preparar o café, sendo em sachê, cápsulas, em pó ou grãos. As que utilizam cápsulas também dão abertura para que os usuários criem outros tipos de bebidas, como cappuccino, café descafeinado, chocolate quente, macchiato e muito mais.

 

Vale lembrar que algumas das máquinas podem preparar até duas xícaras por vez, sem sujeira e com fácil manuseio. O sabor do café é muito mais encorpado. Fica uma delícia. Se você gosta de sabores intensos e especiais, a cafeteira espresso é um convite para o mundo do café.

 

Inicialmente, a máquinas caseiras de espresso são parecidas, porém podem ser facilmente classificadas através dos tipos de operação. Há três tipos: a de sachês ou cápsulas, a superautomática e semiautomática.

 

As máquinas de sachê vieram para minimizar o processo de intervenção do usuário na extração do espresso. Utiliza-se de cápsulas previamente preparadas, produzindo uma bebida menos encorpada e aromatizada, mas não menos saborosa.

 

Já a superautomática é um produto “tudo em um”. Alguns modelos dispõem de um compartimento específico onde o usuário coloca grãos de café para serem moídos. É prática e funciona incrivelmente bem, porém precisa de uma manutenção periódica para limpeza das partes internas. O cafezinho é uma delícia, mais forte e aromatizado. É ideal para quem não abre mão da bebida que é feita de forma mais elaborada, com mais requinte.

 

Por fim, temos a semiautomática. Ela vem com porta-filtro pressurizado, o que torna o café mais cremoso, concentrado e com sabor intenso. Em alguns casos, os grãos são moídos na hora do preparo, ou então você compra o pó de sua preferência em casas especializadas. O café em grãos preserva suas características originais, não perdendo aroma e nem sabor. Por isso, é muito mais forte e encorpado no final do processo. Se você adora uma bebida quentinha e saborosa, este é o tipo de cafeteira indicada.

 

Ainda temos no mercado a cafeteira espresso semiautomática com porta-filtro pressurizado comercial e a manual. Ambas são sofisticadas e repletas de recursos, o que exige um feeling a mais do usuário. Produzem um espresso de verdade. Se você gosta do cafezinho como deve ser, esqueça as máquinas que facilitam o processo e invista em um desses modelos.

 

Um detalhe para ficar de olho é que as máquinas variam quanto à potência de sua pressão, medida em “bar”. Existem modelos de 9, 15 ou 19 bar. Todo o segredo do café espresso italiano (a palavra vem de “espremido”, em português) está na passagem da água em alta pressão pelo pó compactado. Daí, a importância de escolher muito bem sua máquina baseada nessa medição.

 

Cafeteira italiana

Há quem ainda utilize o modelo, só pelo toque artesanal saboroso que ela traz para o café. É aquela que deixa um cheirinho delicioso no ar e um sabor bem caseiro na bebida. Necessita de um tempo a mais no preparo e produz menos café que as tradicionais cafeteiras elétricas. Um ponto positivo é que não consome energia. Atrai muitos fãs, especialmente por utilizar pó de café tradicional. Para desfrutar do modelo, basta adicionar água no compartimento inferior e colocar o pó de café no compartimento superior. Com a ebulição, há o gotejamento da água sobre o pó do café. O café fica mais concentrado, podendo ser adoçado ou não. Você escolhe!

 

French Press

Quem aprecia de verdade um café talvez conheça este modelo. É uma cafeteira prática e também fácil de usar. A French Press ou cafeteira de extração francesa não utiliza filtros de papel ou pano, nem eletricidade. Porém é necessário aquecer a água separadamente.

 

Basta colocar o pó de café moído (mais grosso) no copo de vidro e depois acrescentar a água quente. Em seguida, a solução ficará misturada. Após alguns minutos em infusão, basta apertar lentamente o êmbolo para a telinha separar o pó.

 

O café feito desta forma fica com um gostinho especial, mais aromático pois é uma das extrações de maior concentração e, por isso. Mas para quem não dispensa um café bem forte, é ideal.

 

Aeropress

Este modelo não é muito comum de se encontrar, mas fora do Brasil faz sucesso por sua praticidade e rapidez. A máquina queridinha desde 2005 funciona que é uma beleza! Ela lembra uma grande seringa e o processo de preparo da bebida é feito pela extração através da pressão do ar. Por isso é chamado de “aeropress”. Há quem diga que fique parecendo com café coado, mas seu sabor e aroma são parecidos com o espresso, pois tal processo mantém os óleos essenciais do grão. Faça o teste e comprove.

 

Handpresso

Este modelo é bastante curioso. Primeiro porque seu formato lembra uma bomba de encher pneus, e segundo porque é mais prático do que qualquer outro método. Para usar, basta regular a pressão, inserir água quente no compartimento e um sachê de café em pó em outra parte do produto. Daí, o usuário coloca o sachê (ou pó) e a água juntos no compartimento e bombeia. A pressão faz a água passar pelo pó e assim produz um cafezinho.

 

A questão aqui não é bem o sabor, mas sim a praticidade. Para quem adora viajar, fazer trilhas ou acampar e não abre mão de um café pelo menos uma vez ao dia, este modelo é incrível. Sempre estará pronto para o uso.

 

Dicas finais para você aproveitar seu cafezinho

– Experimente coar antes de adicionar o açúcar. Esta é uma boa estratégia para sentir se o café foi bem coado ou não. Cafezinho bom mesmo é aquele que dá para saborear sem adoçar.

– Fique de olho no pó. O gostinho do café depende do local onde foi produzido. Experimente os cafés das regiões mais altas, que são bem saborosos. No Brasil, temos o cerrado, mogiana, Sul de Minas e outros. Vale a pena avaliar e encontrar o seu favorito.

 

Agora que você já sabe mais sobre os modelos, que tal encontrar a sua cafeteira e preparar aquele cafezinho especial?

 
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Publicado por em 15 de maio de 2014 em Ferramentas de preparo, Preparo

 

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Nota

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Cafeteira italiana

Um dois mais conhecidos métodos de preparo de café, o da cafeteria italiana, é também o que menos tenho usado.

Mais de uma vez, leitores desse blog e apreciadores de café, curiosos pelo pela moka, solicitaram maiores informações sobre como utilizá-la, e questionaram sobre o café adequado para ela.

A cafeteira italiana, criada por Alffonso Bialetti, em 1933, época de mudanças de hábitos de consumo ligadas à ascenção do fascismo na Itália. É amplamente adotada para o preparo de café nos lares italianos, ainda hoje. Aqui no Brasil vejo pouca gente utilizá-la.

A moka muitas vezes acaba sendo fruto de uma compra impulsiva,  já que seu desenho é bonito e tem ares vintage . Além disso, sua imagem está ligada à praticidade, o que, inegavelmente, a cafeteira cumpre. Não menos comum é a moka acabar como peça decorativa.

Mas e como método de preparo de café, sera que traz bons resultados?

Logo de cara, aponto um fator que me afasta dela: o uso de água fervida. Isso porque seu funcionamento implica na fervura da água, para que se gere um fluxo de baixo para cima, maneira pela qual passará pelo café e gerará a infusão.  O resultado fica sendo uma bebida amarga demais para meu gusto.

Alguns técnicos do preparo de café argumentam que a pressão gerada no sistema é semelhante ao de uma máquina de espresso, o que a tornaria um dos melhores métodos para extração do que há de melhor no café. Ok, pode até ser verdade, mas a água fervida, altera o sabor da bebida, para pior do que seria com o aquecimento pré-ebulição.

A questão da fervura da água será um de nossos próximos temas abordados, já que tão controverso. Mas adianto que uma vez fervida, a água não volta a ser como originalmente. Basta ferver água, deixar esfriar prová-la, para ver que o gosto piora um tanto.

Contudo, acho que muita gente ainda fica curiosa para saber que café utilizar na moka, e, pensando nas características desse método, aconselho moagem media e torra clara. Dessa forma, evita-se o entupimento do sistema, o que tornaria muito difícil, se não, impossível,  a passagem de água pelo filtro.  O resultado seria uma bebida escura, tipo tinta de polvo, com gosto de queimado e amarga.

Já a torra clara, que considero a melhor para todos os métodos, sugiro considerando a alta pressão do sistema e a fervura da água, o faz com que se extraia ao máximo os componentes de sabor agradável do café. A torra clara nos deixa em contato com o gosto do café, e não com o gosto da própria torra, em si!

Legenda da figura:

A = água

B = café moído

C = bebida resultante

Cafeteira italiana

 
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Publicado por em 18 de setembro de 2012 em Ferramentas de preparo, Preparo

 

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