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Arquivo da categoria: Cafés gourmet – marcas e opinião

Degustações, avalliações e dicas sobre cafés gourmet. Aprenda a identificar e adquirir cafés gourmet de maneira simples.

Especialista em ser especialista

De alguma maneira, sempre me causou certo incômodo ver regras ou sugestões incisivas de especialistas em café. Tanto quanto sempre me causou algum desconforto o gosto de quase todos os cafés que provei no Brasil, na Argentina, na Itália.

Algumas das opiniões e recomendações desses especialistas viram máximas. E como podemos notar, é bem difícil ir contra a genialidade ou contra vozes aclamadas.

Demorou, mas me livrei desse desconforto, quando finalmente entendi que não aceitar como verdade, ou levantar alguma dúvida, não é sinônimo de defender oposto do que preconizam essas esses especialistas.

Mais ainda, não é tentativa de desconstrução das postulações desses graduados no assunto “café”. Ou em qualquer outro assunto.

Algumas das recentes máximas mais famosas sobre café se instalaram no imaginário gourmet como “o correto”. Quem não faz, está indo contra a opinião de quem sabe, ou seja, das autoridades no assunto, dessas que aparecem na televisão, nas revistas, nos jornais, na internet.

Ir contra significa: ser teimoso, ser ignorante, ou ser do contra. Afinal, se essas pessoas estudaram o assunto, se aparecem fazendo cafés de todas as maneiras, se dominam o vocabulário técnico, devem saber mais que os outros!

Podem saber mais sim, por terem dedicado seus investimentos a um assunto que os apreciadores comuns de café, isto é, os que gostam de tomar bons cafés, descobrir sabores novos e agradáveis, simplesmente. Mas jamais saberão mais, sobre o que eu mesmo constato com meus sentidos. Jamais saberão mais sobre mim mesmo. Não podem entender do gosto particular de cada um.

E o que é pior: não podem pretender que teorias muitas vezes bonitas, mas mal embasadas na prática assumam o papel de verdades.

É real que o gosto tanto mais é apurado, quanto mais se conhece – quanto mais nos expomos, tanto mais alargamos o universo em que desenvolvemos nosso gosto. E aí estamos falando do espectro de cada um.

Mas não se pode alegar que uma maneira de preparar café seja a melhor, independente do gosto e do espectro de cada apreciador, ou da simples experiência do curioso, explorador cujos sentidos lhes indicam um caminho claro.

Parece intuitivo que as coisas sejam assim, mas será que é mesmo? Porque seguimos vendo essas “regras de ouro” sendo divulgadas a torto e a direito. E seus proclamadores como donos de uma verdade científica provada por “a “+ “b”.

Vamos ao exemplo máximo. Regra de ouro:

“Jamais ferver a água do café”.

E seguem-se as explicações científicas:

Água fervente queima o café (não duvido);

Ferver a água tira o oxigênio dela (de onde isso sai? Ok, posso ser ignorante em química, não contestemos);

Conclusões:

Água fervente queima o café, isso altera o gosto para pior;

Água fervida tem menos oxigênio e isso altera o sabor do café para pior.

Melhor não comentar essa última.

Aí vem a “pergunta de ouro”:

Você já fez essa experiência? Usou o mesmo preparo, com os mesmo instrumentos, mesmas proporções e mesmo café, vertendo água fervente e a famosa água a 90 graus (aquele obtida quando você desliga o fogo assim que aparecem as primeiras bolhinhas)?

E então, o que aconteceu?

Eu tenho minha resposta. E você?

 

 

 

 

 

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Pé-de-Café: catuaí amarelo

Neste mês, degustei o café catuaí amarelo da Pé-de-Café.

Interessante destacar que, como sempre acontece, o que se encontra no rótulo como descrição é totalmente verdadeiro.

Nada de floreios sobre nuances de sabores difíceis, quando não impossíveis, de o apreciador provar. Apenas uma nota: “levemente achocolatado”. E de fato o café tem essa como principal característica de sabor. Isso não quer dizer que vamos provar a bebida feita com ele, e sentir que tomamos chocolate. Trata-se de uma lembrança gustativa que ele nos inspira. O chocolate é uma referência.

Outra qualidade desse café: o retrogosto agradável, suave e persistente. Para mantê-lo, não tomar água ou outras bebidas após o café, por pelo menos, meia hora.

De maneira geral, trata-se de uma café de aroma e sabor secos, com adstringência pronunciada. No lado oposto do espectro teríamos os cafés adocicados e frutados, daqueles que lembram frutas maduras e mel.

Uma agradável opção de café de características marcantes, excelente para compor um pequeno estoque doméstico, ideal para o apreciador que goste de variar os sabores de maneira bem marcada.

 

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Pé-de-Chocolate

cacau

 

Acabo de receber o café do mês da Pé de Café. E claro, provei-o o quanto antes pude.

Uma vez mais, a descrição dada pela empresa de cafés especiais condiz perfeitamente com o produto.

O catuaí vermelho, originário de Muzambinho vem mesclado ao mundo novo de Divinolândia (Mogiana) – vide site da Pé de Café para maiores detalhes (cujo link está em nossa sessão de links).

O blend de dois teve ótimo resultado. O sabor se desenvolve vigorosamente, o que é característica do que chamo de cafés de sabores abertos (o sabor fechado é aquele que não rende e morre rapidamente) Ao ser levada à boca, a bebida é capaz de inundá-la com um agradável sabor ligeiramente adocicado, que se harmoniza muito bem com mel (que usei ao degustá-lo adoçado). Persistente, o sabor vai se decantando até chegar a lembrança do chocolate de alto teor de cacau.

Costumo preferir os cafés de origem única, mas esse blend foi bastante bem-sucedido.

Para quem gosta de um chocolate de alta qualidade e pureza, fica a sugestão desse café, que ativa a lembrança dos melhores chocolates.

A Pé-de-Café segue proporcionando excelentes sabores! Parabéns pela qualidade!

 

 

 
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Publicado por em 10 de março de 2015 em Cafés gourmet - marcas e opinião

 

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Pé de Café – Bourbon Amarelo

forno

O café escolhido para degustação pelo Pé de Café, em dezembro, foi o Bourbon Amarelo, que pude provar agora no mês de janeiro. Mais uma vez, quero registrar o adorei. Achei-o ligeiramente melhor que o Catuaí do mês anterior, que já era ótimo.

Fico feliz por saber que podemos contar com esses cafés especiais, já que o serviço de atendimento deles funciona muito bem, o que apesar de básico, não é tão comum de se encontrar. Por esse motivo, recomendo sempre que os apreciadores cliquem no link do Pé de Café, aqui em nossa área de links (“cafés gourmet pela internet).

Esse Bourbon Amarelo é extremamente perfumado, o que nos faz começar bem a experiência com ele. A torra foi completamente adequada, pois temos zero de gosto residual de queimado e um sabor principal tão intenso quanto agradável.

Como comentado pelo próprio Pé-de-Café (http://www.pedecafe.com/post.asp?id=97), trata-se de um café adocicado. O que a maioria escreve em seus rótulos, mas poucos dos quais correspondendo à realidade.

Destacou-se para mim o sabor de café fresco. Algo que lembra pães saindo de um forno a lenha. Memórias gustativas das melhores são estimuladas!

Pretendo adquirir mais desse café. É daqueles que gosto de ter sempre em casa.

 

 

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Atualizações do blog sobre cafeterias

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Prezados leitores:

Gostaria de atualizá-los a respeito de cafeterias que indiquei ou de que comentei aqui no blog.

  1. Café Treviolo: era uma bonita e agradável cafeteria, localizada na avenida Sumaré, em São Paulo. Espaçosa e cheia de opções de cafés e comidas, infelizmente, foi fechada há um bom tempo. O serviço lá não era dos melhores. Pode ser que por isso, faltassem clientes. Mas lamento. São Paulo precisa de mais cafeterias e perdeu uma.

2. Atelier do Café – primeira torrefadora que conheci. Possuía excelentes cafés, vendidos muito eficientemente pela internet.

No site, informam que encerraram suas atividades, que passarão a ser geridas sob a marca Daterra (mesma fazenda, mesmos proprietários, pelo que sei).

Entretanto, a página do Daterra, toda em inglês, não apresenta opções de compras. Em contato com o Comercial deles, me informaram que é possível comprar cafés apenas pelo televendas, por administradores provisórios.

Com esses cafés ainda podemos contar. Devem voltar a ser comercializá-los em breve e a Daterra pede desculpas pela falta de atualização do site dela, o que já está sendo sanada.

Excelente, pois possuem produtos de excelente qualidade. Inclusive, um café naturalmente com baixos teores de cafeína, opção que não se encontra em outros lugares com facilidade.

Esperemos que outras cafeterias comecem a operar, pois ainda há poucas opções boas em São Paulo, estado que deve boa parte de seu desenvolvimento, cultura de negócios e arquitetura à cultura do café.

 

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Café laranja lima – Grão Gourmet Chapadão de Ferro

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Uma vez mais tenho o prazer de comentar sobre um excelente café: o café especial Chapadão de Ferro da Grão Gourmet.
Tal é sua suavidade, que a torra média clara, e não clara ao máximo, caiu como uma luva para ele.

Provando-o em preparo filtrado (logo mais comentarei sobre o espresso dele), me deparei com um café totalmente condizente com a especificação da embalagem: “floral, frutado, doce e mel, com boa finalização”. Nada de mirabolante que um apreciador comum não possa testar. É doce, suave e acaba muito bem!

Um dos maiores prazeres que vejo em provar cafés especiais, é o despertar de uma memória gustativa relacionada a algum alimento de que goste muito. Quando surge aquela agradável lembrança, o café entra para os favoritos. E este café conseguiu isso, de maneira completamente espontânea foi surgindo um sabor conhecido e muito agradável – de laranja lima, daquelas que minha avó descascava para mim, quando criança. Talvez um refresco de laranja lima com algumas gotas de limão rosa.

Já havia notado que o aroma dele era pronunciado e se destacava, o que já predispõe a uma experiência prazerosa. Mas após prová-lo, voltei ao pacote e senti que é verdadeiramente perfumado. Um excelente café – uma experiência completa!

Eis a vantagem de uma assinatura de cafés especiais (gourmet, exclusivamente selecionado)- todo mês garantimos um momento prazeroso – quando recebemos o café – e com a vantagem de podermos repetir os bons momentos até o fim do pacote. Isso, sem preocupação para adquirir o café! Chegamos em casa do trabalho e ele está lá. Ótimo motivo para esperarmos pela manhã do dia seguinte!

 
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Publicado por em 12 de janeiro de 2015 em Cafés gourmet - marcas e opinião, Preparo

 

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Pé-de-Café – o café do mês: catuaí Sul de Minas

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Uma vez mais, tive o prazer de receber o café especial mensal da Pé-de-Café, uma das empresas que acompanho há mais tempo nesse blog.

Foi a primeira que encontrei na internet, em 2010, procurando cafés especiais. O site era muito funcional, informações claras, com ótimas imagens. Método de venda seguro. O produto sempre cumpriu tudo que prometia, com o adendo de serem muito bem embalados.Até hoje guardo as embalagens daquela época. E assim segue sendo, satisfação minha e de vários outros apreciadores.

Quero comentar sobre o café CATUAÍ SUL DE MINAS deles.

De acordo com especificações trazidas em rótulo:

Processo: Moca/Cereja Natural.

Altitude: 1050 metros.

Secagem em terreiro de concreto.

Sobre o sabor: acidez equilibrada, aroma achocolatado, finalização prazerosa e adocicada.

Importante: honestidade total na descrição. Nada de torneios, exageros e floreios. Apenas o básico de informações, que qualquer apreciador minimamente acostumado com bons cafés pode constatar, e claro, comparar com os outros que conheça.

Fiz uma comparação com um outro ótimo café, o Suplicy, torra clara, de microlote. E um detalhe me chamou a atenção: a especificação “adocicado”. Ela é muito precisa. O Suplicy, sim, é muito adocicado e bem perfumado. Mas o catuaí da Pé-de-Café é mais leve na doçura, agradando mais ou menos, de acordo com o gosto do apreciador.

Sugiro que se entre na página da Pé-de-Café, para conhecer os locais de cultivo e ter mais informações sobre os métodos. O site tem ótimos textos e bastante informação sobre os produtos deles.

Parabenizo-os pela torra deste café, também. Foi achado um ponto excelente. É médica clara, mais para clara. A sensação é de ter aproveitado ao máximo as características do café.

O preparo que mais utilizei foi por filtragem. Esse café fica excelente desse modo, podendo ser apreciado com mais calma, já que maiores quantidades demoram bem mais a esfriar.

Observação: gostei ainda mais do café desse mês, que do mês passado.

 
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Publicado por em 16 de dezembro de 2014 em Cafés gourmet - marcas e opinião

 

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