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Arquivo da categoria: Cafés estrangeiros

Degustações e informações sobre cafés trazidos dos mais diversos lugares do mundo.

Cafés do mundo, onde achá-los?

Como falávamos no post anterior, para ter acesso a cafés diferentes dos brasileiros (e são muitos), é preciso ter bastante disposição.

Primeiro porque é uma questão de ser curioso e procurar bastante. Depois, porque costuma ser caro e o risco de errar sempre acompanha.

Em São Paulo, há uma cafeteria que proporciona essa experiência: A Mirante 9 de Julho. Já falamos dela, mas lembrando: fica exatamente atrás do MASP, localizado à Avenida Paulista.

 

Nesse local, são preparados cafés do Quênia e da Etiópia, mas não sempre. São intermitentes dentre as opções de cafés especiais do dia.

Isso porque os donos da cafeteria não podem fazer importação regular, devido aos altos custos. Então, apenas trabalham com o que podem trazer de viagens ao exterior.

Sim, os cafés africanos não são trazidos da África. Tampouco os colombianos, geralmente, vêm da Colômbia. São comercializados em cafeterias e torrefadores da Europa Ocidental (Alemanha, Inglaterra, Itália, Holanda etc, sobretudo), e dos Estados Unidos (neste país são abundantes e espalhadas pelo território).

Para quem quiser tentar comprar em um desses países, aqui vão algumas dicas:

a.procurar a cafeteria ou a torrefadora em sites de busca.

b. verificar se faz a eleita faz entregas internacionais.

c. se o Brasil é contemplado entre os destinos com eles trabalham (neste passo boa parte acaba eliminada).

d. se passou pelos passos anteriores com respostas positivas, verificar se o preço do frete é viável.

e. fazer contato com o estabelecimento e verificar cuidadosamente o procedimento, caso pelo site reste alguma dúvida, por mínima que seja.

f. fazer a compra e usar cartão de crédito ou o sistema paypal para o pagamento, sendo este último o mais aceito (para usá-lo é preciso ter uma conta particular).

g. preparar-se para uma espera que será, no melhor caso, de 2 semanas.

h. pagar impostos de importação de 100 a 110%, caso a encomenda seja retida pela Receita Federal (retida não significa presa, mas sim, triada e selecionada).

Se vier por correios, em geral se recebe um aviso no endereço informado durante a compra, pelo qual se paga 12 reais. Em poder do aviso, se vai à agência nele discriminado e se paga o imposto, para então, retirar a encomenda.

Se vier por sistemas porta-á-porta, como FEDEX, por exemplo, o imposto pode ser pago quando do recebimento em casa, junto à própria empresa de frete.

UFA!!!!!

Detalhe importante: para pequenas quantidades, não costuma haver grandes problemas com a entrega, sendo até possível que não ocorra o taxamento pela Receita Federal.

Para grandes quantidades, pode haver retenção e até mesmo a necessidade de se trabalhar com um despachante aduaneiro para o desembaraço!

Dicas para se ter um excelente café, após essa maratona lamentável de burocracia:

  1. Os cafés do Quênia são quase sempre muito bons e muito diferentes dos nossos. Se puder, escolha um deles!
  2. Sempre se certifique de a torra do café ser clara, ou no máximo média (não recomendo, no entanto – vide posts sobre torras).
  3. Peça ao vendedor para trabalhar com cafés recém-torrados.

 

Torras escuras tornam todos os cafés iguais, podendo tornar bastante inútil essa epopéia.

Torras velhas podem comprometer muito o sabor do café, sobretudo porque o tempo que leva para chegar à sua xícara não é curto!

 

Boa sorte, você vai precisar dela também!

 

 
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Publicado por em 30 de outubro de 2016 em Cafés estrangeiros, Preparo

 

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Brasil = Cuba do café

É de conhecimento geral que o Brasil é um dos países mais protecionistas do mundo, e no que diz respeito ao café isso é especialmente aberrativo.

Você que está lendo, já degustou um café colombiano no Brasil? Ou conhece alguém que já o tenha feito?

Estamos falando de um país fronteiriço, um dos mais famosos produtores de café, mundialmente conhecido por isso, a Colômbia!

Se você já pode provar um café colombiano, provavelmente, foi por ter sido trazido por algum conhecido que viajou a outro país, e não própria Colômbia, uma vez que os cafés deles são exportados e encontrados no mundo todo. Menos no Brasil!

E o que dizer dos cafés africanos ou da Oceania? Da América Central? Nem pensar em saboreá-los por aqui.

Mas o Brasil não tem os melhores cafés do mundo?

O Brasil não é o maior produtor de café do mundo?

“Sim” é a resposta para ambas as perguntas, “pero no mucho” como diria a caricatura do argentino!

O Brasil tem excelentes cafés, mas isso é estar entre os melhores e não ser monopolista deles. Além disso, cada um tem um gosto! Por que não posso preferir um café da Guatemala a um excelente café de Pinhais?

Somos sim os maiores produtores – predominantemente de robusta, com ênfase no baixíssimo preço e no alto volume. Produzimos também muito café arábica, mas isso é recente e boa parte do  produzido nem chega para o consumidor interno.

Enfim, vivemos numa espécie de Cuba do café: nada de fora pode entrar, seja como for e quanto houver do produto nacional!!

Atualmente até se encontra café importado em alguns mercados brasileiros, ainda que em pouca variedade e a preços não muito convidativos (esse aspecto só não é pior, porque o nacional consegue ser tão caro que os preços são comparáveis).

Café importado se encontra, em São Paulo: na rede San Marché e no Empório Santa Luzia.

Todos, porém, industriais, de qualidade mediana ou baixa, em torras escuras e nada frescas.

Uma das razões mais óbvias para isso é: o imposto de importação para esse produto varia de 100 (isso mesmo, cem!) a 110% sobre o preço total, que inclui o do frete!

Mas não é impossível provar, no Brasil, cafés verdadeiramente diferentes e saborosos do mundo afora. Logo mais, falo disso!

 

 
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Publicado por em 30 de outubro de 2016 em Cafés estrangeiros, Preparo

 

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Um café mexicano: marcante diferença

Há muito tempo sou curioso para experimentar cafés de outros países de tradição em sua produção. Já não ou muito adepto de cafés beneficiados e rotulados em países que dominam o negócio do café, como Alemanha e Itália. Finalmente consegui um bom pacote de café mexicano, graças a uma amiga daquele país. Após 4 meses da postagem (não me arrisco a atribuir uma causa para essa estranha demora), chegou em minha casa a bela embalagem, em tecido, de café Biomaya, produzido no estado de Chiapas, de forte presença maia.
Trata-se de um café cultivado em pequenas fazendas sustentáveis, de propriedade de comunidades indígenas (ou como eles as designam: campesinato indiano). As plantações ficam em meio a árvores, capazes de proporcionar sombra e colaborar para a preservação do meio ambiente. Não se trata, no entanto, de um cultivo artesanal. Pelo contrário, a visão empresarial está totalmente presente, mas com foco em sustentabilidade, além do óbvio fim lucrativo.
Agora, o mais interessante para quem aprecia a bebida: o gosto do café! Eu o descreveria como exótico, do ponto de vista de quem é acostumado ao café brasileiro. Não se parece com nenhum dos que já provei antes. Tem um gosto marcante, próximo ao de ameixas pretas, mas com um pouco de ferrugem. Sim, ferrugem! Não que eu já tenha comigo ferro oxidado, mas quem já não provou uma água com gosto de ferrugem? E o mais incrível: o sabor é muito bom! Ainda: a bebida é bem encorpada, com pouco creme, acidez forte e ligeiramente adocicada. Fiquei com aquela inigualável sensação de ter sentido um (bom) gosto inédito. Ainda que seja também, um pouco insólito. Sente-se claramente que aquele café vem de terras longínquas!
Acredito que o maior interesse em se escrever e ler sobre esse café, seja justamente a consciência da diferença. É pelo contraste que fortalecemos nossas identidades. Percebi que nosso café tem características únicas, em certa medida! Entretanto, para apreciar os gostos de nossa terra (literalmente), há de prezar pelas boas escolhas! Há se notar que há pouco tempo tivemos acesso “liberado” aos melhores cafés do Brasil. Ainda é necessário um esforço extra (se informar deliberadamente) para comprar cafés de boa qualidade, mas é recompensador!
Agradeço à minha amiga Jazmin Ayala, por me proporcionar essa saborosa experiência.
E para quem quiser conhecer um pouco do método de produção desse interessante café, basta conferir o site: http://cafebiomaya.com.mx/

 
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Publicado por em 19 de dezembro de 2010 em Cafés estrangeiros

 

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