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Arquivo mensal: março 2014

Espresso italiano

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Frequentemente, escuto de pessoas recém chegadas da Itália, sobre a grande diferença de hábito dos italianos, em relação aos brasileros, no que diz respeito à maneira preferida de tomar café.

Na terra do espresso, o comum é tomar espresso curto. Trata-se de uma bebida extraída de maneira bem mais concentrada, que aquela a que estamos acostumados no Brasil, e ainda mais distante do café americano, que chamamos, jocosamente, de “chafé”.

O café italiano parece hostil ao paladar brasileiro, à primeira vista. À segunda vista também! O gosto amargo e cortante se ressalta logo de cara. E o mais estranho: quando se está começando a entender o que está acontecendo, o café acaba!

Por  estar na Itália, referência mundial do café espresso, pensamos ter hábitos gustativos muito diferentes dos italianos. Como se fosse uma diferença contra a qual não há razão para lutar.  O café deles é assim, estranho, mesmo. Cada um que fique com o café que gosta!

A primeira reação acaba sendo tentar encontrar um café mais próximo ao nosso gosto, o que se mostra uma tarefa inglória. Todas as cafeterias servem espressos curtos, sem perguntar se é a preferência do cliente. Apenas perguntam se queremos puro ou com leite. Não demora a tentarmos achar uma maneira de moldar o café de acordo com nossa preferência – pedimos para ser mais longo. O café fica aguado, como o chamado café carioca de São Paulo.

Um amigo italiano finalmente me deu a fórmula: peça um espresso doppio (duplo).  Deu certo. Esse era o café que eu queria! E a noite que consegue pregar os olhos?  Era muito café! E não para menos, trata-se de duas doses! São dois cafés na mesma xícara! É muita cafeína para ser tomada de uma vez! Taquicardia e tremor nas mãos podem se seguir à experiência.

Tratei de provar cafés em todos os lugares possíveis. Sempre selecionando o local de acordo com indicações de meu amigo, que trabalha na Mokambo, gigante do café na Europa. Reparar nas máquinas, e na maneira de trabalhar da loja, eram critérios acertados.

Depois de alguns dias, percebi algo que pareceu óbvio a posteriori: a qualidade do café usado variava consideravelmente, mesmo entre aquelas cafeterias selecionadas como boas. E entre um bom e um ruim, a diferença era gritante. Quando dei por mim, estava tomando espresso curto e gostando. Como no Brasil e em qualquer lugar do mundo, a qualidade seria o principal fator a ser observado. Não o modo de extração preferido do lugar.

O espresso curto pode ser interessante, se bem tirado e baseado em bons grãos. Apesar de a bebida durar apenas um gole, o que dá a impressão de desperdício para quem gosta da cerimônia do café, deixa um aftertaste marcante e duradouro. Horas depois de tomar o espresso, o agradável gosto de café persiste. Em relação ao espresso usualmente consumido no Brasil, há um ganho considerável de bem estar gustativo.

Quando estava já bem acostumados aos espressos curtos, era hora de voltar ao Brasil. Mas não sem antes notar outros aspectos interessantes da cultura do café na Itália. Mas isso sera assunto para os próximos posts.

 
 
 
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