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Arquivo mensal: agosto 2012

Suplicy: um café exigente

Em outras ocasiões já escrevi sobre o café Suplicy. Antes de postar a avaliação dele, como tenho feito com alguns cafés, quero comentar sobre seu preparo caseiro.

Acontece que se trata de um café muito bom, porém mais difícil de ser preparado em casa, com equipamentos domésticos, que a maior parte dos outros bons cafés. Adianto, no entanto, que vale a pena o “sacrifício”.

Por que é difícil?

A moagem deve ser feita de acordo com a máquina caseira de espresso de cada um. No meu caso, e uma Gaggia, cujo manuseio não é também dos mais simples. A Britânia era menos sensível, ainda que um pouco menos boa (a bomba conseguia menos pressão, parece).

Com isso, quero dizer que são necessários testes, a perder de vista! Mais de 3, certamente! Deve-se testar moagens até que o líquido saia em fluxo contínuo, das aberturas do porta filtro, de forma que uma xícara de bebida seja obtida entre 25 e 35 segundos, aproximadamente,

Caso haja gotejamento, a moagem não está boa ou terá havido compactação em exagero.

A compactação complementa a moagem. Pegando um pouco de grânulos entre o polegar e o indicador, esfregando os dedos e verificando a espessura dos grânulos, será bom constatar que a moagem resultou em grânulos finos, mas que não tenham se tornado pó. Deve ficar um pouco como uma areia grossa.

Caso o fluxo de líquido saia com muita rapidez da máquina, a moagem terá sido insuficiente. Os grânulos ficaram demasiadamente grossos e a água terá passado em vão pelo café!

Todas essas dicas, claro, valem para qualquer café. Mas no caso do Suplicy, é preciso levá-las mais a sério! E o principal: não se decepcionar com as primeiras bebidas! 

Quando acertar moagem e compactação, a bebida a obtida terá um creme bom (cobrindo toda a bebida, com certa aderência às paredes da xícara, recompondo-se após acréscimo de açúcar e mexida com a colher, além de ter cor de caramelo claro).

Sempre provo o Suplicy no Jasmim Rosa Café (vide post específico em abril de 2011, lado direito da página principal), o que me faz ver que se trata mesmo de um café muito sensível ao preparo. A bebida fica diferente para cada barista que a prepara. Para quem for provar ao vivo, a proprietária, Fabiana, ótima barista também, pega mais pesado! Seu café é o mais forte possível ali (forte=maior tempo de passagem da água pelos grânulos, creme mais espesso e mais escuro, amargor mais pronunciado).

Em casa, demorei a obter bons resultados, mas consegui. Ainda assim, quase nunca acerto de primeira!

De qualquer maneira, trata-se de um café com características muito peculiares. É ideal para se ter em casa sempre como alternativa, usando-o em dias em que se quer uma bebida diferente e bem marcante. Para o dia-a-dia, sugiro outros cafés, como o Raiz.

Em breve, será postada avaliação detalhada do Suplicy.

Obs. Faço questão de relembrar que o café usado é SEMPRE de torra clara.

 

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