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Arquivo mensal: agosto 2011

Fazenda Pessegueiro ou Suplicy?

Há alguns meses eu vinha alimentando a primazia do café Suplicy, em minha casa, nas conversas, nas indicações e nos espressos do dia-a-dia. Mas não sem motivos!

O café Suplicy tem quase tudo que se espera de um bom café: é suave, sua acidez é pronunciada e agradável. Isso o torna extremamente saboroso. Especialmente quando se toma uma xícara de espresso com calma, aproveitando o momento para sentir o gosto detidamente.!

O Suplicy ainda oferece vantagens relacionadas à logística: basta acessar o site da empresa (aproveite o link aqui desse blog) e escolher o tipo preferido. É oferecido em diferentes moagens e torras. E o mais sensacional: é oferecida torra clara, o que poucos tem coragem de fazer. Isso porque o café de torra clara pode dar a impressão de render menos, o que quase ninguém banca diante de um consumidor pouco habituado aos bons cafés. Ainda, essa torra é a que mais deixa a verdade aparecer (qualidade do produto).

Mas eis que vejo uma cafeteria brotando em meu campo de visão, num lugar improvável: a saída da sede da Polícia Federal da Lapa de Baixo! Entrei para conferir. Perguntei logo qual era o café servido. Qual não foi minha surpresa quando a resposta foi: “Fazenda Pessegueiro”. Fiz logo meu pedido! Ainda que um pouco mal tirado, o espresso me fez lembrar o quão bom é esse café! No fim da semana fui buscar um pacote de Pessegueiro no Empório Santa Luzia (único lugar que conheço, onde se pode comprá-lo ao vivo – vide link nesse blog).

Ao prepará-lo, reparei característica das quais já não me lembrava: os grãos são mais macios, ficando os grânulos prontos para uso com poucos segundos de moagem. A torra é bem clara também.

Foi inevitável a comparação com o Suplicy! Achei que o Pessegueiro tem algumas vantagens sobre ele: tem um pouco mais de corpo, é mais adocicado e suave. Seu sabor é menos cortante que o do Suplicy, cuja principal característica é acidez. O sabor da acidez é agradável ao paladar humano. O Pessegueiro é abusa menos da acidez, o que resulta em um maior equilíbrio! Para mim, ele reassumiu o posto de café preferido!

Ainda comprei um café novo para servir de contraponto aos dois: Café Mantissa. Agradável também, mas um pouco seco demais em comparação a ambos. Fica assim: Fazenda Pessegueiro e Suplicy logo a seguir!

 

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Por que tomamos cafés fajutos?

Faz tempo, já, me faço essa pergunta. A contradição é muito grande: somos os maiores produtores do mundo, temos variedade de ambientes propícios para o cultivo, o que nos faz ter diversas qualidades de grãos à nossa disposição.

Pensar que se trata apenas do velho chavão: o que é bom exportamos, o que é ruim fica para o mercado interno, não é suficiente para nos conformarmos com os cafés horrorosos que enchem nossas garrafas térmicas.

Por algumas vezes já escrevi sobre esse assunto aqui. Agora só o faço quando tenho novidades sobre o assunto! É o caso agora.
Estudando a história do café no Brasil e no mundo, constatei que há razões fortes para esse péssimo costume brasileiro. É claro, não se trata meramente um aspecto cultural. Não somos burros! Trata-se, na verdade, de um hábito arraigado, que já não corresponde à nossa realidae.

Voltando ao auge da cafeicultura no Brasil, quando foi essa a principal atividade exportadora do país, destacava-se o destino do café brasileiro: os Estados Unidos. 70% do café consumido no mundo era brasileiro. A quase totalidade dessa quantidade ia para o mercado norte-americano. E como era o consumo do café nesse país? Eis a chave da questão: os americanos sempre foram incentivados a consumir café em grandes doses, muitas vezes ao dia. Era o verdadeiro ascendente do “chafé” que os vemos colocar no porta-copos de seus mastodônticos carros, hoje.
Em contraste, o Europeu, como agora,tomava café em diminutas doses, em suntuosas cafeterias espalhadas pelas maiores cidades.
O norte-americano tomava (e toma) café para ficar desperto. Pouco importava o gosto da bebida! O Europeu, pela degustação e pelo ritual social. Estes, importavam grãos de outros lugares do mundo, como a Colômbia e o Ceilão.

A estrutura agrária do Brasil favorecia a grande monocultura. Produção em alta escala era nosso forte. Já o café mais suave, saboroso e de alta qualidade era melhor produzido nas pequenas propriedades desses outros paíse (incapazes de produzir sequer uma pequena parcela do que produzia o Brasil).
Atualmente, nosso café parece uma mistura dos cafés americano com o europeu.Tomamos doses maiores que o “curto” europeu, mas não gostamos do “chafé” americano. No que toca à qualidade da bebida, entretanto, me parece que estamos sozinhos. Nenhum dos grandes consumidores a que nos referimos consome tanto café ruim como nós!

Temos nossos hábitos e não precisamos aderir aos estrangeiros. Mas já é hora de as grandes marcas melhorarem a qualidade do que vendem. Não podemos ser marionetes do marketing de massas!
As gigantes do café precisam encontrar resistência para vender cafés de baixa quialidade como se fossem a fresca bebida matinal, com fumacinha saindo da caneca de famílias felizes!
Mas para isso, o público precisa saber o que é bom e o que é ruim. E sem achar que coisa boa é produto de luxo!

 
 

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