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Uma nova experiência com café

20 jul

Uma inédita e casual experiência com café, me revelou mais uma possibilidade de aproveitar o que essa bebida tem de bom.
Sem planejar, acabei ficando sem tomar café durante quase três dias. Refiro-me ao puro, já que acrescido de leite andei tomando, ainda que bem pouco.
Hoje pela tarde resolvi me reencontrar com o bom e velho espresso puro, e para minha surpresa, parecia uma bebida nova! Pude sentir seu sabor com mais intensidade e duração.
É como ficar sem provar açúcar por alguns dias. O paladar se desacostuma dele e ganhamos sensibilidade. Faça essa experiência. Fique 3 ou 4 dias sem colocar um grão de açúcar na boca. Então coma uma porção de doce. Vai notar que aquele doce parece muito mais doce. Chega a soar como um melado que beira o insuportável.
Descobri que com café pode acontecer o mesmo. Estou certo disso, já que o café que tomo é sempre no mesmo lugar, tirado pelas mesmas baristas (Jasmin Rosa Café), onde se serve o melhor café de todas cafeterias que conheço em São Paulo.
Ao provar a bebida senti o sabor inundando minha boca, causando uma agradável e prolongada sensação de prazer.
Logo depois, fiquei pensando: que experiência deletéria a de tomar dúzias de cafezinhos de garrafa térmica, quase sempre feito com o “típico café brasileiro”, aquele de 10 reais o quilo, parente do fel, com quilos de açúcar. É um desperdício de paladar. Se for só pela cafeína, há outras fontes melhores!

Acrescento que para aproveitar melhor a experiência gustativa que proponho, prefira cafés com acidez mais pronunciada, mais capazes de estimular nosso paladar. Um bom exemplo é o Suplicy, bem tirado e servido em minha cafeteria preferida.

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2 Respostas para “Uma nova experiência com café

  1. Thaís

    21 de julho de 2011 at 13:05

    Tenho lido seu blog e me identifico com sua busca de café de qualidade. As pessoas ainda não estão dispostas a pagar um pouco mais caro por um melhor café ou grão. Aqui no Rio, não sei se em outras cidades é igual, há essa febre de Pilão. Todos acham uma maravilha essa porcaria sorvida com toneladas de açúcar. É bom saber que existem pessoas que exigem um bom café nesse país. Só temo pela elitização do gosto, como se para tomar um café razoável, só sendo rico. Vamos torcendo os narizes para os pilões da vida, quem sabe isso contagia?

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    • Apreciar café

      25 de julho de 2011 at 15:55

      Oi, Thais! Obrigado por ter se dado ao trabalho de fazer o comentário. Concordo plenamente com tudo que disse.
      Estive na Argentina, há dois anos, quando vi que o café pode ser ainda pior que o tomado aqui, pelo consumidor regular. É como se o café deles fosse nosso vinho, pensando em preços, qualidade e variedade. Eles já vêm misturado a uma espécie de melado de açúcar. É lamentável!
      Segundo o que conheci sobre o passado do café no mundo ocidental, foi quando da instalação da versão norte-americana da revolução industrial, que essa “política” do café barato e abundante foi difundida. Eles queriam que todos tomassem muito café, para melhor produzirem. A qualidade, pouco importava.
      Aqui, por razões diferentes, se aplicou a mesma política de mercado. Ainda estamos nessa. As mudanças mal começaram há uns 5 anos. Hoje, há quem saiba reconhecer um café de verdade dos falsos cafés que se compram em almofadas, a preço de farinha de mandioca.
      Quanto ao Pilão, é mais um comprado pela gigante Sara Lee. Eles são blockbusters e têm poder de marketing. É algo a se ressaltar.
      O que mais gostei do que você disse, foi sobre a elitização. A ver pelo que sempre ocorre aqui, é o caminho natural. Tornar o produto de qualidade minimamente boa, que devia ser o médio, um produto de “luxo”, voltado aos que têm muito dinheiro e desejam exclusividade. Como ocorre com os carros, com os eletrônicos (I Phones da vida etc). E o consumidor médio, que consuma subprodutos a preços de coisas boas.
      Só o senso crítico pode ir contra isso. Para isso, estou aqui, e acho que você também!
      Seja sempre bem-vinda!
      Paulo

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