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Arquivo mensal: junho 2011

Bolsa do café de Santos – o sabor do passado

Para tomar um bom café em clima histórico, uma ótima idéia é visitar a Bolsa do Café de Santos. O museu, apesar de simples, fica numa centenária edificação, onde se negociavam as safras de café vindas do interior paulista.
O ambiente é bem-preservado, diferentemente da maior parte do patrimônio histórico do centro de Santos. Detalhes como o piso e teto adornados merecem um olhar contemplativo. O ponto alto é o saguão onde eram fechados os negócios da bolsa. O mobiliário da época, disposto em círculo, evoca as vozes dos vendedores e compradores que davam destino ao produto do suor de milhares de trabalhadores braçais.
Após o mergulho no passado, nada como se sentar em uma das mesas do “Café Museu”. Cuidadosamente mantida, a cafeteria tem belas mesas de madeira e um balcão para quem é fã de tomar café de maneira mais informal.
O atendimento é bastante bom e o cardápio de cafés e derivados é repleto de boas opções. Há 4 variedades de grãos para serem provados. Recomendo veementemente o “Sul de Minas”. Foi uma das raras vezes em que pude saborear um café verdadeiramente suave (o que geralmente é confundido com café aguado).
É possível também comprar café para preparar em casa. Moído ou em grãos.
Ao deixar a Bolsa, sugiro um passeio de bonde, que nos leva aos pontos históricos relaciondados à exportação de café, dos quais ressalto a estação ferroviária da Santos Jundiaí Raiway. A arquitetura vitoriana e a simbologia remetem intencionamelmente ao poderio britânico, exercido por longos anos sobre o Brasil.
Eis um ícone da conformação de nosso território e suas estruturas a interesses alheios aos nossos. Tudo foi construído para tornar eficiente o comércio do café, etapa do ciclo em que as elites e os estrangeiros realizavam seus altíssimos lucros, gerados sobre os lombos de animais e trabalhadores escravos ou servos.
Uma visita ao circuito cafeeiro de Santos revela-nos um paradoxo: a força que moveu nosso desenvolvimento por tantos anos, foi também aquela que nos moldou a necessidades estranhas ao nosso país. O sabor do café que ali se prova é inigualável, mas carrega consigo o gosto de um passado a ser superado.

Cafeteria do Museu:

Rua XV de Novembro, 95/01 – Centro, Santos-SP

 
 

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Degustação de café do feriado começa hoje!

O Empório Santa Luiza inicia hoje, em sua cafeteria (localizada no mezanino da loja), uma série de degustações de cafés gourmet.
Para participar, basta ir até lá, das 10:00 às 19:00 hs e desfrutar de um ambiente muito bem caracterizado.

A degustação não é paga. Dois tipo de cafés são oferecidos a cada dia.
De quebra, é possível conhecer as dezenas de marcas de cafés oferecidas pelo empório.

Boa parte dos cafés que serão oferecidos são meus “conhecidos”. Fica aqui uma breve análise de cada um deles, para ajudar na escolha do dia da visita!

Hoje, dia 21/06, serão servidos:

D’Orvilliers: bem encorpado. Excessivamente amargo, parece queimado. Seria uma bebida mais dura, como dizem os provadores profissionais. Está longe de ser um de meus preferidos.
Santa Lúcia: bastante equilibrado, corpo médio, suave mas não muito. Minha lembrança não é tão clara, pois faz tempo que o provei.

Quarta, dia 22/06:

Baggio: provei somente o aromatizado, não posso falar dele.

Terroir Bragança: conheço-o bem. É também equilibrado, corpo médio e sabor achocolatado e levemente seco (adstringente). O aftertaste é agradável. Não é dos mais suaves.

Sexta, dia 23/06:

Bravo: não provei o espresso, mas o moído para coador agradou. A torra parece ser média. O sabor é adocicado. É o máximo que posso falar dele.

Dona Mathilde: excelente. Provei-o no Empório Santa Maria. Bastante equilibrado, corpo leve, acidez média. É do meu gosto, pois prefiro os mais suaves.

Octávio: muito bom também. Corpo médio, acidez pronunciada. Sabor marcante, levemente seco (vide post sobre visita ao Octávio Café – há uma tag com esse nome, aqui no blog)

Sábado, dia 24/06:

Illy: nunca provei.

Santo Grão: provei há muito tempo, mas me lembro de ser bem seco e adstringente, de corpo médio. Melhor provar novamente para falar dele!

Sugestão: acompanhe os cafés com um croissant de amêndoas do Santa Luzia! É sensacional!

Link da matéria da Folha sobre a degustação: http://www1.folha.uol.com.br/comida/932722-evento-sobre-cafes-especiais-abre-o-inverno-paulistano.shtml

Bons cafés!!!

 

 

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O espírito do café

Assim como o álcool, a cafeína também pode causar dependência, ou ser válvula de escape para algo que vai mal em nossas vidas. Da mesma maneira, pode nos causar boas sensações, qualquer prejuízo.
Tomar um bom vinho, um bom uísque ou uma boa cachaça, pode ser o passo inicial para experiências inesquecíveis – um momento de descontração, com boas risadas, ou mesmo o “quebra-gelo” para um encontro íntimo.
Quem já não tomou boas cervejas com os amigos e falou várias besteiras reprimidas? Quem já não ofereceu uma taça de vinho a um pretendente, com claras intenções?
Pois o café também pode ser a chave de momentos assim! Pode também ser a fonte de uma boa azia, tanto quanto o vinho pode levar ao soro glicosado.
A diferença reside no espírito que nos faz tomá-los. Tomar um café de coador na padaria da esquina, para se manter acordado no escritório, é como engolir um trago de vermute num boteco obscuro, para aliviar as tensões. Trata-se de um degradante arrasto de mal-estar.
O cultuado convite para para um café, costuma ser um gesto de aproximação para compartilhamento de bons afetos, de idéias, ou apenas companhia. Semelhantemente, se convida alguém interessante para uma taça de vinho ou um drinque especialmente preparado.
Vale, então, investir no preparo e na busca de ambientes agradáveis. Boas cafeterias são ótimas para abrigar bons momentos. Além, é claro, de ser onde se encontram os cafés ideais para serem saboreados. A atenção ao paladar anda junto à disposição para o contato com o outro, pressuposto dos bons encontros.
O ritmo da vida moderna em nada favorece às reflexões, mas se nos damos a esse luxo, podemos ver o valor de um café “com clima”, se comparado àquele líquido escuro e opaco, solitariamente, virado garganta abaixo. Eis o que delineia o momento do café como ato “cafeinólatra” ou apreciação de um prazer.

 
 

Cafés regionais


Para quem tem curiosidade pelos sabores característicos dos cafés brasileiros de diferentes zonas produtoras, o Café do Centro possui uma linha de cafés regionais que contempla as principais. O Café do Centro regular não é dos meus preferidos. Creio ser um bom café, mas não bate com minhas preferências. Para mim, seu sabor lembra biscoitos amanteigados. Acho-o um pouco enjoativo. Entretanto, essa linha de regionais traz cafés bem diferentes desse. É possível notar as particularidades de cada um deles, com clareza. Sugiro a experiência de provar cada um deles! Mas aproveito para fazer um alerta: você pode comprá-lo para por 80, ou por 28 reais o quilo (7,5 reais o pacote de 250 gramas em grãos)! Por absurdo que pareça, isso acontece! Como? Simples: comprando no site Cafe Store (melhor não colocar o link deles), você paga o triplo! E onde comprar? Em São Paulo, no supermercado Záfari, no Shopping Pompéia. E há motivos adicionais para isso. No primeiro caso, você estará navegando no site de uma loja que diz vender centenas de tipos de cafés, mas não o faz. Simplesmente, porque todos os melhores títulos estão sempre indisponíveis! É daquelas lojas que nos dão raiva!! Já indo ao Záfari, você conhecerá o único supermercado de São Paulo que alia organização, variedade de produtos, e preços na média. Já experimentei duas variedades. Comento brevemente as provas deles, pois escreverei comparativamente sobre todas elas. Espírito Santo: lembra o café robusta (lembrando que esse estado é o maior produtor da variedade robusta) – forte, bastante encorpado, ligeiramente amargo. Vale a pena experimentar, pois o sabor é bem característico. Mais próximo ao gosto brasileiro médio. Cerrado Mineiro: leve, corpo médio, sabor marcante. Acidez notável.

 

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