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Café de coador – tirando o melhor proveito da praticidade

23 maio

Quando preparamos café em casa, em geral, pensamos basicamente em dois fatores:praticidade e sabor. Buscamos sempre uma maneira que dê menos trabalho, já que tempo vale mais que dinheiro!. Mas ninguém quer tomar café ruim!

É recente, ainda, a disponibilidade de bons cafés, nos mercados, e a venda via internet. As diferentes marcas e instrumentos de preparo estão pouco explorados pelo consumidor médio.
Há diversas possibilidades preparo caseiro. Mas qual o mais prático e que proporciona uma bebida mais saborosa, ou a de melhor custo benefício?

Para a maneira mais simples, a filtragem, temos o filtro de tecido, mais rústico e antigo, e o de papel – o popular coador. Por sinal, curiosamente, a filtragem não é tão antiga quanto pode parecer. Ela demorou um bom tempo para ser aperfeiçoada e usada em massa.
Nos Estados Unidos, a introdução do café se deu no fim da época colonial, quando do famoso episódio do aumento dos impostos sobre o chá. Seu consumo era um ato de protesto. Mas foi com a industrialização que sua difusão passou a ser incentivada – tornou-se combustível para o duro trabalho das fábricas.
No início, de fato, até lembrava petróleo: uma bebida negra, grosseira, feita com a fervura de grãos toscamente moídos. A água fervia por minutos a fio sobre os fogões, e não se sabia muito bem como seapar os grânulos do líquido. Os prim eiros métodos tentavam fazê-los dencatar para o fundo dos bules. Uma pele de peixe era usada para isso, atraindo o pó para o fundo. No Brasil se usava um tição sem cinzas, com a mesma finalidade. A bebida, queimada, devia ser amarga e extremamente adstringente. Na certa, um veneno!
O filtro de papel surgiu só no inicío do século XX, na Alemanha, de maneira mais ou menos casual. A Mellita leva o nome de sua criadora, tendo começado nessa época. Hoje é uma das grandes que fatura com a bebida mais popular do mundo.
Como resultado, temos os filtros hoje utilizados largamente.

O de tecido, é ainda bastante usado em lugares como o interior profundo do Brasil, mas seu uso em casa, posso afirmar, não é prático. Sabia da recomendação para usá-lo apenas duas vezes e depois descartá-lo. Não acreditei e insisti nas tentativas de conservá-lo. Lavei-o, guardei-o na geladeira, sequei-o ao sol. De nenhuma maneira foi possível evitar que a bebida resultante tivesse seu gosto contaminado pelo tecido. O gosto de café velho acabou sempre se destacando.
Com o filtro de papel, isso já não acontece, ainda que seja recomendável despejar um pouco d’água nele antes de colocar o pó de café, evitando um leve gosto de papel na bebibda.
O coador de tecido demanda muito mais trabalho, acaba sendo mais custoso, e a bebida resultante não é boa. Pode ser usado sem muitos problemas, com cafés tradicionais, de baixa qualidade, que acabam tendo um gosto muito amargo e agudo, o que sobrepõe o gosto impregnado no tecido.
Para o dia-a-dia, o coador de papel se destaca pela praticidade. É com ele que se prepara café em menos tempo e com menos trabalho. Mas é também essa maneira, que menos nos deixa apreciar todas as qualidades dos bons cafés. Os óleos do café ficam completamente retidos no filtro, o que significa uma bebida sem nenhum creme e bastante rala.
Agora saiba como extrair o melhor de um café de coador! Para isso, alguns cuidados são necessário. Mas nada que tome muito tempo e não possa ser automatizado facilmente.
Primeiro e fundamental: não ferva a água. Assim que as primeiras bolhinhas de ebulição começarem a aparecer, desligue o fogo.

Preparo dos utensílios: a garrafa térmica deve ser deixada em descanso, com água, de um dia para o outro. Ou seja, sempre que terminar de usá-la, encha-a de água e deixe-a assim até usá-la novamente.
Caso já não tenha feito isso, lave a cápsula térmica com água quente (não precisa ser fervente) em abundância.
Rescalde a garrafa com um pouco de água quente imediatamente antes de usá-la.
Rescalde também as xícaras. Em dias frios, recalde também os pires.
Não adoce o café na garrafa em hipótese alguma. Tampouco adoce muito o café. Uma colher de café de açúcar refinado é suficiente para uma xícara – acredite. Mesmo se no início for um choque, verá que o café fica melhor sem os quilos de açúcar que muitos entornam na bebida. Mais que isso já sobrepõe completamente o sabor do café e você estará tomando açúcar caramelado.

Não se preocupe em acertar o ponto na primeira vez com um determinado café. Para chegar à melhor medida, é preciso sentir a intensidade das características dos cafés. Alguns ficam melhores mais fortes, outros com mais água, proporcionalmente. Fique atento as suas preferências.

Despeje a água vagarosamente, em círculos, de fora para dentro. Observe a velocidade de escoamente e vá dosando o fio de água de acordo com ela, constantemente, até que se acabe.
Sirva imediatamente após o fim da filtragem.

Dica: a moagem indicada para coador é fina, mas se quiser menos cafeína, use uma moagem um pouco mais grossa, pois a cafeína é hidrossolúvel. Quando mais rapidamente passa pelo pó, menos cafeína a água extrai do café. Se a “matéria prima” for boa, o café será saboroso mesmo mais “fraco”.

Fique atento aos próximos posts: você vai aprender mais sobre outros modos de preparo de cafés. Depois, falaremos de uma característica quase desconhecida do adoçante de aspartame.

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