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Café combustível?

Uma breve caminhada pela Avenida Paulista, uma das maiores concentrações de escritórios da América Latina, basta para constatar que o café é o combustível do trabalho!

Hordas de executivos atacam os balcões acanhados das cafeterias da região. Chegam sempre juntos, pedem várias xícaras de café ao mesmo tempo e se apoderam do local por 5 ou 10 minutos. Felizmente, estão sempre com pressa e logo liberam os locais para os simples mortais que querem apreciar um café com o mínimo de calma.

Para eles, o café serve de estimulante, já que precisam se manter alertas durante o trabalho, geralmente monótono. Não sei o que seria das empresas e dos órgãos públicos sem café!

Para esse pessoal o sabor da bebida é pouco importante. Quase todo amargor se corrige com açúcar, quando não com adoçante sintético!

Por outro lado, são mais raros os cafés de ambiente aprazível e café de boa qualidade bem tirado. É por isso que nesse blog procuro ajudar a dar visibilidade a cafeterias com essa proposta. Falei já de alguns  interessantes que descobri e frequento.

E a boa notícia é: não é preciso ser um desocupado para frequentá-los! Nos mesmos 5 ou 10 minutos se pode apreciar um café saboroso. É questão de gostar de fazer isso.

Recentemente, estive em Porto Alegre, onde tentei descobrir novidades relativas a café. Achei uma cafeteria (https://pt-br.facebook.com/pages/DOM-GIOANNI-CAFE/178338978885072?sk=info) que poderia ser modelo para São Paulo, a Dom Gioanni: agradável, com bom atendimento e café bem tirado. E o mais curioso: ali se usa um café que está longe de ser um dos meus favoritos, o Astro Café, e mesmo assim, achei-o excelente. Será que o cuidado para tirá-lo fez a diferença? Só pode, porque o produto é originário, vejam só, de São Paulo, segundo me contou o dono do negócio.

Fica o exemplo!

Para quem gosta de bom café a caça deve continuar! Café ruim, nem de graça!

Resultados de buscas por bons cafés são bem-vindos aqui! Basta me escrever.

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Publicado por em 13 de maio de 2013 em Cafeterias, Hábito e cultura do café

 

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A xícara e o sabor

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Xícaras são apenas questão de gosto? Sim, porém não apenas no sentido de preferência! Parece que o tipo de xícara pode influenciar no gosto do próprio café.

Não vou expor razões científicas para isso, tampouco vou tentar provar que estou certo. Apenas vou falar de uma experiência possível a qualquer leitor.

Experimente um café espresso bem tirado e de boa qualidade em duas xícaras diferentes. Mas tem de ser a mesma extração (basta usar as duas saídas do filtro da máquina de espresso, simultaneamente) .

Uma pequena e cônica, com a boca estreita. A outra, deve ser de boca larga, preferencialmente grande (como a da figura acima), dessas de tomar café com leite ou chá. 

Verifique se sente diferença entre o sabor de cada um deles. 

Cada um terá sua resposta. Mas a minha é afirmativa.

Fiz essa experiência algumas vezes no Coffee Lab, propriedade de Isabela Raposeiras (end. Rua Fradique Coutinho, 1340 – Pinheiros-  São Paulo, SP). 

De início esperava não notar diferença. Mas achei o café da xícara maior mais saboroso. O gosto é mais suave e agradável.

Dizem os baristas do Lab, sob orientação de Raposeiras, suponho, que isso ocorre devido ao maior contato da bebida com o ar. A reação química consequente, seria favorável à liberação dos componentes aromáticos do café.

Não posso concordar ou discordar do argumento. Seria necessário ter mais conhecimento sobre química do que tenho. Espero que Raposeiras o tenha!

No fim, a questão é puramente de gosto, mesmo!

 
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Publicado por em 16 de fevereiro de 2013 em Cafés gourmet - marcas e opinião

 

Café espresso em São Paulo: poucos são os bem tirados

Após um longo período experimentando cafés espressos na cidade de São Paulo, concluí que ainda é escasso o conhecimento sobre como tirar um espresso verdadeiramente bem feito.

Dois são os defeitos mais frequentes: 

a. Café aguado, ou falso carioca

b. Café queimado. 

Isso, fora quando o próprio grão usado não é de má qualidade. 

As causas que identifico para a prevalência desses problemas são bastante básicas:

Falta de conhecimento sobre café e sobre como utilizar a máquina de espresso e falta ou ausência de limpeza das máquinas de espresso.

Acredito que isso se deva ao baixo nível de exigência do consumidor médio – poucos são os que sabem que o café que toma poderia ser bem mais saboroso e menos ainda os que reclamam para o proprietário da cafeteria. 

Não se pode ter vergonha de pedir que se tire um novo espresso, apontando os defeitos daquele que desagrada o paladar. 

A parte boa de minha experiência é saber que a maioria esmagadora dos comerciantes prontamente aceita tirar um novo café. E não raro, acaba mesmo saindo melhor a nova bebida; 

Para identificar visualmente um espresso provavelmente bem tirado, coloque atenção sobre a espuma da bebida servida:

Que ela esteja cor de caramelo, espessa, aderida às paredes da xícara, e que se recomponha logo que mexida com a colher na hora de adoçar. Vale despejar açúcar (de preferência não branco e refinado) sobre a espuma e notar se ela oferece uma boa resistência à sua passagem, ou não. Caso o açúcar caia muito rapidamente, como se nem houvesse espuma, o café certamente estará aguado. 

A cor da espuma também diz muito: caso esteja muito branca, o café estará aguado. Caso esteja muito escura ou com manchas muito pronunciadas, espere um café com gosto de queimado.

A maior parte das pessoas acha que o café servido é como está e pronto. Mal liga para o gosto. Pois quem faz isso perde muito de sabor em sua vida!

Para conhecer cafeterias em que se tira um bom café, veja nossa seção de cafeterias.

Há nela algumas cafeterias de São Paulo visitadas e “fichadas”.

E para falar de cafeterias de altíssima circulação em que o café costuma deixar a dever:

V Café, na livraria cultura – frequentemente vem aguado. Reclama e obtenha um melhor café.

Viena Café, no conjunto nacional – é de mesma administração que o “V”. O problema costuma ser o mesmo. 

Café do Ponto: quase todas as lojas – café aguado é mais a regra que a exceção.

Dica essencial para escapar do café aguado: peça um café três quartos! O barista entenderá quase sempre. 

 

 

 
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Publicado por em 28 de janeiro de 2013 em Cafés gourmet - marcas e opinião

 

Clube do Café: blend forte

Recentemente, foi-me apresentada uma nova ideia para os apreciadores de café. Trata-se do Clube Café.

Um sistema de comércio de cafés gourmet on line que privilegia a fidelização do cliente. Por meio do clube, é possível eleger blends que agradam e recebê-los periodicamente em casa, sem ter de fazer novas compras.

O sistema, a meu ver, é do tipo que remete ao conceito de simbiose: ou seja, ganha o vendedor e ganha o consumidor, dado que os produtos apresentam boa qualidade e os preços não passam da média de mercado para cafés gourmet.

Na verdade, ainda não testei o sistema de entregas, o que farei em breve, acrescentando tal atualização a esse mesmo post. Entretanto, recebi amostras para testes, diretamente dos proprietários do negócio: fui sempre bem atendido e chegaram no prazo prometido – ótimos indícios de bom funcionamento.

Demorei a escrever sobre os cafés em questão, o que começo a fazer agora, porque quis prepará-los em espresso diversas vezes, até atingir a bebida perfeita, que pudesse me mostrar as qualidades do produto, sem distorções. Hoje cheguei à moagem perfeita para minha máquina e tirei um espresso de acordo com minhas melhores expectativas.

Comento agora sobre o blend “Forte”, formado pelas variedades acaiá e bourbon amarelo, em torra escura.

Não sou fã de torras escuras, nem mesmo das médias. Mas reconheço que para esse blend, caiu bem. Prefiro as claras, mas entendo que se possa preferir a escura, pois a bebida realmente fica forte e e de acordo com a descrição que está na embalagem: o gosto lembra frutas secas torradas e tem traços de defumados – como se o próprio café tivesse sido levemente defumado mesmo.

Para mim, há um amargor residual no final do sabor. Lembra bem os vinhos uruguaios de uva Tanat, carregados de taninos.

O aftertaste é bem marcante, agradável e prolongado. Dessa característica, gosto bastante.

Em minha avaliação, trata-se de um bom café, que pode muito bem ser o preferido dos apreciadores de suas características. E mesmo para quem prefira os cafés suaves, como eu, vale a pena experimentar. A experiência é agradável!

Ressalto que o café veio já moído, mas refinei-o um levemente, para atingir o ideal para minha máquina, uma Viva Gaggia (não profissional, manual). Comento isso, porque, a qualidade da bebida pode aumentar, caso se compre grão e se faça a moagem na hora do consumo. Recomendo, sempre, a compra de grãos.

 

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Nota

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Cafeteira italiana

Um dois mais conhecidos métodos de preparo de café, o da cafeteria italiana, é também o que menos tenho usado.

Mais de uma vez, leitores desse blog e apreciadores de café, curiosos pelo pela moka, solicitaram maiores informações sobre como utilizá-la, e questionaram sobre o café adequado para ela.

A cafeteira italiana, criada por Alffonso Bialetti, em 1933, época de mudanças de hábitos de consumo ligadas à ascenção do fascismo na Itália. É amplamente adotada para o preparo de café nos lares italianos, ainda hoje. Aqui no Brasil vejo pouca gente utilizá-la.

A moka muitas vezes acaba sendo fruto de uma compra impulsiva,  já que seu desenho é bonito e tem ares vintage . Além disso, sua imagem está ligada à praticidade, o que, inegavelmente, a cafeteira cumpre. Não menos comum é a moka acabar como peça decorativa.

Mas e como método de preparo de café, sera que traz bons resultados?

Logo de cara, aponto um fator que me afasta dela: o uso de água fervida. Isso porque seu funcionamento implica na fervura da água, para que se gere um fluxo de baixo para cima, maneira pela qual passará pelo café e gerará a infusão.  O resultado fica sendo uma bebida amarga demais para meu gusto.

Alguns técnicos do preparo de café argumentam que a pressão gerada no sistema é semelhante ao de uma máquina de espresso, o que a tornaria um dos melhores métodos para extração do que há de melhor no café. Ok, pode até ser verdade, mas a água fervida, altera o sabor da bebida, para pior do que seria com o aquecimento pré-ebulição.

A questão da fervura da água será um de nossos próximos temas abordados, já que tão controverso. Mas adianto que uma vez fervida, a água não volta a ser como originalmente. Basta ferver água, deixar esfriar prová-la, para ver que o gosto piora um tanto.

Contudo, acho que muita gente ainda fica curiosa para saber que café utilizar na moka, e, pensando nas características desse método, aconselho moagem media e torra clara. Dessa forma, evita-se o entupimento do sistema, o que tornaria muito difícil, se não, impossível,  a passagem de água pelo filtro.  O resultado seria uma bebida escura, tipo tinta de polvo, com gosto de queimado e amarga.

Já a torra clara, que considero a melhor para todos os métodos, sugiro considerando a alta pressão do sistema e a fervura da água, o faz com que se extraia ao máximo os componentes de sabor agradável do café. A torra clara nos deixa em contato com o gosto do café, e não com o gosto da própria torra, em si!

Legenda da figura:

A = água

B = café moído

C = bebida resultante

Cafeteira italiana

 
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Publicado por em 18 de setembro de 2012 em Ferramentas de preparo, Preparo

 

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Suplicy: um café exigente

Em outras ocasiões já escrevi sobre o café Suplicy. Antes de postar a avaliação dele, como tenho feito com alguns cafés, quero comentar sobre seu preparo caseiro.

Acontece que se trata de um café muito bom, porém mais difícil de ser preparado em casa, com equipamentos domésticos, que a maior parte dos outros bons cafés. Adianto, no entanto, que vale a pena o “sacrifício”.

Por que é difícil?

A moagem deve ser feita de acordo com a máquina caseira de espresso de cada um. No meu caso, e uma Gaggia, cujo manuseio não é também dos mais simples. A Britânia era menos sensível, ainda que um pouco menos boa (a bomba conseguia menos pressão, parece).

Com isso, quero dizer que são necessários testes, a perder de vista! Mais de 3, certamente! Deve-se testar moagens até que o líquido saia em fluxo contínuo, das aberturas do porta filtro, de forma que uma xícara de bebida seja obtida entre 25 e 35 segundos, aproximadamente,

Caso haja gotejamento, a moagem não está boa ou terá havido compactação em exagero.

A compactação complementa a moagem. Pegando um pouco de grânulos entre o polegar e o indicador, esfregando os dedos e verificando a espessura dos grânulos, será bom constatar que a moagem resultou em grânulos finos, mas que não tenham se tornado pó. Deve ficar um pouco como uma areia grossa.

Caso o fluxo de líquido saia com muita rapidez da máquina, a moagem terá sido insuficiente. Os grânulos ficaram demasiadamente grossos e a água terá passado em vão pelo café!

Todas essas dicas, claro, valem para qualquer café. Mas no caso do Suplicy, é preciso levá-las mais a sério! E o principal: não se decepcionar com as primeiras bebidas! 

Quando acertar moagem e compactação, a bebida a obtida terá um creme bom (cobrindo toda a bebida, com certa aderência às paredes da xícara, recompondo-se após acréscimo de açúcar e mexida com a colher, além de ter cor de caramelo claro).

Sempre provo o Suplicy no Jasmim Rosa Café (vide post específico em abril de 2011, lado direito da página principal), o que me faz ver que se trata mesmo de um café muito sensível ao preparo. A bebida fica diferente para cada barista que a prepara. Para quem for provar ao vivo, a proprietária, Fabiana, ótima barista também, pega mais pesado! Seu café é o mais forte possível ali (forte=maior tempo de passagem da água pelos grânulos, creme mais espesso e mais escuro, amargor mais pronunciado).

Em casa, demorei a obter bons resultados, mas consegui. Ainda assim, quase nunca acerto de primeira!

De qualquer maneira, trata-se de um café com características muito peculiares. É ideal para se ter em casa sempre como alternativa, usando-o em dias em que se quer uma bebida diferente e bem marcante. Para o dia-a-dia, sugiro outros cafés, como o Raiz.

Em breve, será postada avaliação detalhada do Suplicy.

Obs. Faço questão de relembrar que o café usado é SEMPRE de torra clara.

 

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Bravo Café – o melhor café de supermercado

 

 

Comprar café em supermercados comuns costuma ser uma experiência meio frustrante. 99% do que se encontra “Café Tradicional”, nome bonito dado ao café de baixa qualidade, vendido largamente no Brasil (ainda).

Mas há um diferente. É o Bravo . Sua embalagem é prata espelhado, com logomarca bem leve e simples.

Há também a opção de prová-lo em espresso, nas cafeterias das lojas do Pão-de-Acúcar. Quando o fiz na Loja  da Brigadeiro Luis Antônio com rua Batataes, a nº1 do mercado em São Paulo, estava bem tirado e foi uma experiência agradável. Falarei, no entanto, daquele que se vende para fazer em casa.

Preparo: filtro, com água mineral e café comprado moído.

Vamos aos resultados:

Aroma: pouco intenso e amadeirado.

Acidez: média.

Corpo: baixo.

Sabor: intenso, mas agradável. Lembra caramelo e cinzas.

Impressões gerais: um café “honesto” como gostam de dizer os provadores de vinho, denotando simplicidade e qualidade suficientemente alta para a faixa de preços do produto.

Bastante agradável quando preparado em coador de papel. Mas devo ressaltar que o melhor de seu sabor somente foi sentido nos primeiros dois dias de abertura da embalagem. A oxidação foi bem rápida e a bebida ficou com um gosto mais puxado para a ferrugem. Portanto: caso use café para preparo caseiro de quantidades muito pequenas diariamente, não recomendo, pois a embalagem disponível é de meio quilo.

Conceito: bom. Melhor opção dentre os café de supermercado. Superior, inclusive a alguns outros vendidos (por exemplo, Toledo, Madame D ‘Orvilliers e Ghini) em grãos e moídos antes do preparo.

Onde comprar: mercados Pão de Açúcar. Preço: 22 reais o quilo. Disponível em embalagens de meio quilo, a 11 reais. Preço próximo ao dos cafés tradicionais (baixíssima qualidade), para um café arábica da Alta Mogiana, de boa qualidade.

Obs. O site da Bravo tem venda on line, mas está temporariamente indisponível.

Este link mostra os pontos de distribuição em São Paulo:http://www.bravocafe.com.br/ondecomprar.asp

 
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Publicado por em 5 de julho de 2012 em Cafés gourmet - marcas e opinião

 

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